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Tarso não teme impacto político

Ministro diz que inquérito segue mesmo que atinja PT

Vannildo Mendes, O Estadao de S.Paulo

30 de outubro de 2007 | 00h00

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que o governo não está preocupado com o impacto político do inquérito da Operação Persona. Ele disse que as investigações prosseguirão, se assim a Justiça decidir, independente de atingir ou não o seu partido, o PT. Deflagrada no último dia 16, a operação desmantelou um esquema gigantesco de fraudes em importações de produtos da multinacional americana Cisco.Escutas telefônicas de alguns envolvidos fazem referência a uma ''''doação'''' de R$ 500 mil ao PT em troca de favorecimento em uma licitação da Caixa Econômica Federal. Tarso disse que a PF não se subordina a qualquer interesse político ou econômico. "Não tenho avaliação do impacto político, a orientação da PF é que os fatos paralelos que aparecem devem ser separados para se abrir inquérito e investigar", disse o ministro. E avisou: "A PF vai investigar seja de quem for (a suspeita de doação) e para quem for". As fraudes teriam causado prejuízo de R$ 1,5 bilhão ao governo.O governo e suas grandes estatais, como a Caixa, o sistema bancário e os principais conglomerados empresariais do País compram produtos da multinacional. Para a polícia, a citação da doação por si só não traz um elo de causa e efeito entre a vitória de algum dos fornecedores de produtos da Cisco com o pagamento de propina ao partido.Segundo os investigadores, as referências à palavra doação nos diálogos interceptados com autorização judicial partem dos executivos Carlos Carnevali, introdutor da Cisco no Brasil, José Roberto Pernomian e Fernando Grecco, presos na operação. Eles tiveram suas prisões preventivas decretadas.Para investigar a hipótese de caixa dois, a PF depende de determinação judicial, o que só deve ocorrer ao fim do inquérito, em cerca de dois meses, caso a Justiça e a procuradoria encontrarem novos elementos para aprofundar o assunto. Se assim entender, a Justiça Federal de São Paulo desmembrará o inquérito do caso e determinará a abertura de nova investigação, em Brasília, sede da Caixa.A Receita informou que levará alguns meses até a aplicar multas nas empresas envolvidas no esquema. No momento, os fiscais se concentram na análise de documentos da Cisco e das empresas "laranjas" ligadas a ela. Numa segunda etapa, a fiscalização será estendida às empresas que adquiriram produtos do esquema.

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