Tarso rebate críticas sobre a corrupção no País

Segundo ministro, relatório da OCDE aponta falhas mas não diz onde estão os focos de corrupção no governo

Vannildo Mendes, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2007 | 17h52

O ministro da Justiça, Tarso Genro, fez um apelo à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira, 19, para que aponte onde estão os focos de corrupção no governo, quem são seus agentes e em quais setores da máquina estatal eles estão infiltrados.  A declaração foi um comentário ao relatório da entidade, segundo o qual o governo brasileiro promoveu avanços no combate à lavagem de dinheiro, mas deve ao mundo medidas legais mais duras e atitude proativa contra a corrupção e a prática de suborno nos setores público e privado. "O relatório deveria nos ajudar apontando as fontes geradoras de corrupção aqui dentro e lá fora. Poderia, por exemplo, fazer uma lista dos países que mais originam corrupção, pois não há corrupto sem corruptor", disse o ministro. Genro ainda afirmou que nunca antes no Brasil se combateu tanto a corrupção e o crime organizado como atualmente, e que o País não teme nenhuma auditoria de organismos externos, mas é preciso que haja colaboração.  Ele explicou, no entanto, que sua declaração não é uma resposta específica à OCDE, até porque o relatório "faz elogios a várias ações do governo", mas é uma referência às críticas de organismos externos em geral, que criticam o País de forma vaga e sem apontar sugestões concretas ou caminhos para solução dos problemas. O ministro também citou a atuação da Polícia Federal (PF) nos cinco anos do governo Lula. Nesse período, a PF realizou cerca de 450 grandes operações, a maior parte delas de combate à corrupção. Elas levaram mais de 7,5 mil pessoas à prisão, das quais 1,3 mil são servidores públicos de todos os níveis, inclusive autoridades dos Três Poderes, processados por corrupção.  "São investigações de caráter republicano, realizadas sem levar em conta a cor partidária, a situação religiosa, a raça ou a condição econômica dos investigados", disse o ministro.

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