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Taxa de câmbio está apreciada, diz Barbosa

O secretário executivo do Ministério da Fazenda diz que o dólar a R$ 1,80 reflete ações do governo, mas segue 'apreciado'

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2012 | 03h06

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse ontem que a atual taxa de câmbio, ao redor de R$ 1,80, reflete as ações do governo recentemente e também a situação internacional. "Eu acho que ela diminui a perda de competitividade que a indústria brasileira vinha tendo, mas ela é uma taxa apreciada. Agora, o governo toma medidas para evitar uma apreciação adicional", disse o secretário durante intervalo do Seminário Crescimento com Estabilidade - Novo Desenvolvimentismo no Brasil, que ocorreu na Escola de Economia de São Paulo (EESP)da FGV.

De acordo com o secretário, o governo não tem uma meta para a taxa de câmbio, mas ponderou que "neste momento, achamos que, principalmente devido ao contexto internacional e à concorrência internacional, uma apreciação adicional do real teria mais efeitos negativos do que positivos na economia brasileira". Barbosa evitou comentar sobre a necessidade de novas medidas no câmbio. Limitou-se apenas a dizer que: "Medidas cambiais nós já tomamos algumas e nós analisamos a situação constantemente para ver se medidas adicionais são necessárias. Nós não comentamos sobre isso."

Barbosa fez questão de dizer que o governo, além do câmbio, tem atuado sobre outras determinantes para a competitividade. "Nós estamos, neste momento, considerando algumas medidas tributárias. A desoneração da folha de pagamento é a que atrai mais a atenção porque ela é uma espécie de depreciação cambial para os setores produtores de bens comercializáveis", disse o secretário da Fazenda. "Se você tira a tributação da folha de pagamento, de 20%, e coloca um porcentual sobre o faturamento, se a firma é 100% exportadora, o porcentual sobre o faturamento é zero porque sobre exportações não incide a contribuição. Então, a desoneração da folha para uma firma que é 100% exportadora é um ganho bem forte e funciona como se você tivesse uma taxa de câmbio mais favorável", disse.

Ambiente político. Barbosa a credita que todas as medidas tributárias e financeiras que estão sendo preparadas serão bem recebidas quando chegarem ao Congresso. Ele fez esta afirmação ao ser confrontado com palavras dele mesmo, de que tais medidas para serem aprovadas dependem de um bom ambiente político: "A maioria do Congresso está interessada na aceleração do crescimento e na melhora da competitividade, do emprego e da produção. Então eu creio que estas medidas, quando chegarem ao Congresso, terão uma recepção positiva."

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