Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Taxa de custódia do Tesouro Direto cairá para 0,25% a partir de janeiro

A taxa atual é de 0,3% ao ano; mudança vai proporcionar R$ 26 milhões a mais em rendimentos para os investidores

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2018 | 18h29

 BRASÍLIA - O Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira, 27, a redução da taxa de custódia cobrada pela B3 de quem aplica recursos no Tesouro Direto. A taxa que hoje é de 0,3% ao ano passará a 0,25% ao ano a partir de 2019. Segundo o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, a mudança negociada com a B3 vai proporcionar R$ 26 milhões a mais em rendimentos para os investidores do Tesouro Direto.

O Tesouro Direto é uma plataforma lançada pelo governo para facilitar o investimento em títulos públicos. Hoje são 2,9 milhões de investidores cadastrados e um estoque de R$ 53,158 bilhões aplicados.

No mês passado, quase dois terços dos que aplicaram recursos no Tesouro Direto compraram títulos em valor até R$ 1 mil, o que mostra a adesão de pequenos investidores, segundo o órgão.

A mudança na taxa da B3 ocorre logo após grandes bancos terem zerado a taxa de administração que era cobrada dos investidores que buscavam essas casas para aplicar os recursos. Embora algumas corretoras já tivessem implementado a isenção na taxa de administração, grandes bancos cobravam em média 0,5% sobre as aplicações.

Segundo Ladeira, essa medida já havia potencializado os rendimentos dos investidores em algo próximo a R$ 100 milhões ao ano.

"O Tesouro já era competitivo em relação a fundos de investimento, que chegam a cobrar taxa de 2% de administração, e agora ficou ainda mais competitivo", afirmou o secretário-adjunto.

De acordo com ele, não foi possível reduzir ainda mais a taxa de custódia da B3 porque ela tem um custo de administração para manter o sistema funcionando. Além disso, a B3 arca com toda a parte de educação financeira, o que é visto como um "custo positivo" pelo Tesouro Nacional.

"Poderia reduzir mais a taxa, mas perderia agenda de educação financeira, que é pauta muito cara pra nós. Mas está na nossa agenda uma revisão constante", afirmou Ladeira.

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