Taxa de desemprego cai e fecha 2014 em 6,5%, calcula IBGE

Segundo a Pnad Contínua, no terceiro trimestre de 2014 a taxa havia sido de 6,8%; a taxa média de desemprego no ano também foi de 6,8%

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2015 | 09h00

RIO - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,5% no quarto trimestre de 2014, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No terceiro trimestre de 2014, a taxa tinha sido de 6,8%. 

O resultado, porém, é maior do que o verificado em igual trimestre de 2013, quando a taxa de desemprego foi de 6,2%. Já a taxa média de desemprego no ano de 2014 foi de 6,8%, contra um resultado de 7,1% em 2013.

A população desocupada no total do Brasil somava 6,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2014, número menor que o verificado no trimestre imediatamente anterior, quando totalizava 6,7 milhões de indivíduos. No entanto, no quarto trimestre de 2013, a população desocupada havia somado 6,1 milhões de pessoas.

Os dados sobre a população ocupada mostram que 92,9 milhões de pessoas tinham alguma ocupação no quarto trimestre de 2014, contra os 92,3 milhões verificados no trimestre imediatamente anterior. No quarto trimestre de 2013, a população ocupada somava 91,9 milhões de pessoas.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano. 

Sexo. A taxa de desocupação no Brasil mantém-se consideravelmente maior entre as mulheres do que entre os homens. A taxa de desemprego entre as mulheres ficou em 7,7% no quarto trimestre de 2014, segundo a Pnad Contínua. Já a taxa entre os homens foi de apenas 5,6%. 

Regiões. A taxa de desemprego aumentou em quatro das cinco grandes regiões no quarto trimestre de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013. Houve aumento na taxa de desocupação nas regiões Nordeste, de 7,9% no quarto trimestre de 2013 para 8,3% no quarto trimestre de 2014; Sudeste, de 6,2% para 6,6%; Centro-Oeste, de 4,9% para 5,3%; e Norte, de 6,5% para 6,8%. A região Sul foi a única a manter estabilidade, com 3,8% no período.

Inativos.  O País registrou um aumento na fatia de pessoas fora da força de trabalho no quarto trimestre de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013. O total de inativos passou a 39,1% das pessoas em idade de trabalhar (com 14 anos ou mais) no último trimestre do ano passado, contra um montante de 38,9% em relação a um ano antes.

A região Nordeste foi a que apresentou a maior parcela de pessoas fora da força de trabalho no quarto trimestre de 2014, o equivalente a 43,1% da população em idade de trabalhar. Centro-Oeste (35,0%) e Sul (36,4%) tiveram os menores porcentuais de inativos. No Norte, os inativos eram 39,3% das pessoas em idade de trabalhar; no Sudeste, 38,2%. 

As mulheres eram 66,2% da população que estava fora da força de trabalho no quarto trimestre de 2014. Além disso, cerca de 35,0% dos inativos eram idosos (pessoas com 60 anos ou mais de idade), sendo outros 29,2% jovens com menos de 25 anos de idade. Os adultos, com idade de 25 a 59 anos, representavam 36,3% dos inativos no quarto trimestre de 2014. 

Em relação à escolaridade, 54,9% da população que estava fora da força de trabalho não possuíam o ensino fundamental completo. Segundo o IBGE, isso é explicado pela maior quantidade de idosos entre os inativos, que têm nível de instrução mais baixo do que as novas gerações. 

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