Taxa de desemprego é a menor da história, aponta IBGE

Nível de 5,2% é o patamar mais baixo na série iniciada em março de 2002

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2011 | 09h27

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País caiu para 5,2% em novembro, ante 5,8% em outubro, segundo informou nessa quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Trata-se do menor nível da série histórica, iniciada em março de 2002. O porcentual também é o menor para o mês de novembro. Em novembro de 2010, a taxa de desemprego foi de 5,7%.

Os dados do IBGE mostram ainda que a população ocupada no mercado de trabalho - ou seja, com emprego - atingiu em novembro 54,3% da População em Idade Ativa (PIA), o maior porcentual da série histórica. Dois setores movimentaram o mercado de trabalho em novembro: construção civil e serviços prestados às empresas.

No ano, a taxa de desemprego pode estar caminhando para a menor média anual da série. A taxa média de desemprego de janeiro a novembro deste ano ficou em 6,1% - sendo que, em igual período no ano passado, esta taxa era de 6,9%. Em 2010, o IBGE apurou taxa média anual de desemprego de 6,7%, a menor da série histórica até o momento, entre as taxas médias anuais desde 2003.

Contratações temporárias

Para o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo, os bons resultados de novembro foram impulsionados pelo reaquecimento no mercado de trabalho característico do fim de ano. "O volume de contratações temporárias sobe nesta época do ano, para atender à demanda mais aquecida no mercado interno. É o comércio, a construção, os serviços que estão contratando", disse.

Assim, o perfil dos que entraram no mercado de trabalho em novembro é composto principalmente por jovens trabalhadores temporários. No caso da taxa de desemprego, que foi de 5,2% em novembro, entre as faixas etárias pesquisadas a desaceleração mais forte foi sentida entre jovens de 15 a 17 anos. Nesta classificação, a taxa de desocupação caiu de 12,7% para 11,4% de outubro para novembro, de acordo com Azeredo.

O especialista observou que, na série histórica da PME, não é comum ter um mês de novembro melhor para mercado de trabalho do que um mês de dezembro. Como novembro teve a menor taxa desde o início da série, o bom desempenho superou os resultados de dezembro desde 2002. "O início da contratação de temporários costuma começar em dezembro e não em novembro. Mas a depender do poder aquisitivo da população, ou seja, se o consumo já estiver em alta, isso pode ser adiantado", disse.

Mas o gerente fez uma ressalva. "Tivemos uma reação no mercado de trabalho em novembro. Mas não podemos nos esquecer que ainda há uma fila de 1,3 milhão de pessoas querendo entrar no mercado de trabalho", disse.

Massa de renda

Já o rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 0,1% em novembro ante outubro, e subiu 0,7% na comparação com novembro de 2010.

A massa de renda média real habitual dos ocupados somou R$ 37,4 bilhões em novembro, com alta de 0,6% ante outubro e aumento de 2,2% contra novembro de 2010. Já a massa de renda média real efetiva dos ocupados chegou a R$ 37,2 bilhões em outubro do ano passado, com alta de 0,8% ante setembro e aumento de 1,7% na comparação com outubro de 2010. O rendimento médio real efetivo sempre se refere ao mês anterior ao da pesquisa mensal de emprego.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.