Taxa de desemprego em agosto é a menor em oito anos

Desocupação nas 6 principais regiões metropolitanas recuou de 6,9% em julho para 6,7% no mês passado 

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

23 de setembro de 2010 | 09h04

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,7% em agosto, ante 6,9% em julho, a  menor taxa mensal apurada pelo instituto desde o início da série histórica, em março de 2002. Desde o início da série, tradicionalmente, as menores taxas eram historicamente registradas em meses de dezembro. O resultado ficou colado ao piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 6,74% a 7,30%, e abaixo da mediana, de 7%.

Para o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, o resultado "reflete o bom cenário econômico". Ele afirmou que "há um conjunto de dados com resultados muito positivos".

O rendimento médio real dos trabalhadores subiu 1,4% em agosto ante julho e registrou aumento de 5,5% ante igual mês do ano passado. O rendimento médio real dos trabalhadores atingiu R$ 1.472,10 em agosto, o maior patamar da série histórica da pesquisa mensal de emprego do IBGE, segundo destacou o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo. Segundo ele, a continuidade do crescimento da renda reflete o aumento da fiscalização e da conscientização dos trabalhadores, maior rapidez no julgamento de causas trabalhistas e também a queda da inflação em agosto.

Além disso, segundo ele, o próprio aumento da formalidade eleva a renda, assim como a terceirização, já que as empresas contratadas por outra precisam apresentar um contingente de funcionários legalizados.

Na média de janeiro a agosto de 2010, o rendimento médio real chegou a R$ 1.429,21, também o maior patamar da série histórica para o período, ante R$ 1.393,45 em igual período do ano passado.

Massa da renda

A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País somou R$ 32,9 bilhões em agosto, com alta de 1,8% ante julho e aumento de 8,8% em relação a agosto do ano passado.

Já a massa de rendimento médio real efetiva, que sempre se refere ao mês anterior ao da pesquisa mensal de emprego, somou R$ 32,5 bilhões em julho, com aumento de 1,6% ante junho e alta de 9,2% em relação a julho de 2009.

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