Taxa de desemprego em São Paulo cai em junho

A taxa de desemprego total na região metropolitana de São Paulo teve queda em junho, passando de 20,6% para 20,3% da População Economicamente Ativa (PEA), segundo pesquisa de Emprego e Desemprego feita pela Fundação Seade e pelo Dieese. Embora usual para o mês, essa queda da taxa (-1,5%) ocorreu em intensidade menor quando comparada a igual período da maioria dos anos anteriores. Na comparação com os meses de junho de anos anteriores, desde 1993, o junho de 2003, é o pior, segundo estudo Seade/Dieese.De acordo com a pesquisa, a redução da taxa de desemprego veio em conseqüência da queda da taxa de desemprego aberto que passou de 13,4% em maio para 13,2% em junho e da relativa estabilidade da taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário (de 5,2% para 5,1%). Em junho foram criadas 96 mil ocupações, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho que foi de 84 mil. Assim, o número de desempregados teve uma redução de 12 mil pessoas. Em junho a pesquisa apontou a existência de 1.947 milhão pessoas desempregadas na região metropolitana de São Paulo. Entre maio e junho, das 96 mil novas ocupações criadas, 82 mil foram entre os trabalhadores autônomos. "Isso aponta que a sociedade está encontrando formas de evitar taxas de desemprego maiores do que as atuais", explicou a gerente de análise do Seade, Paula Montagner. Na mesma direção é a análise do diretor do Dieese, Sérgio Mendonça: "Aparentemente os números não indicam uma luz no fim do túnel."Deste total de 96 mil novas ocupações 42 mil postos foram gerados pela indústria, dos quais pouco mais da metade são assalariados com carteiras de trabalho assinadas. No comércio foram criadas 30 mil ocupações, enquanto em serviços houve ampliação de 20 mil ocupações. Os 4 mil postos de trabalho restantes estão em outros setores, segundo a pesquisa. Sérgio Mendonça ponderou que na comparação com junho do ano passado o número de ocupações cresceu apenas 0,1%, o que indica estabilidade. A comparação para o número de novas vagas para a indústria em relação a junho de 2002 mostra um quadro ainda pior com o resultado negativo de 1,4%. Ainda de acordo com a pesquisa, das 82 mil ocupações em trabalho autônomo, 80 mil foram criadas nos setores de serviço e comércio.

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