Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Taxa de desemprego em SP atinge 12% no 1º trimestre, maior nível da série histórica

No último dia 29, o IBGE divulgou os resultados gerais do mercado de trabalho e a taxa de desocupação no País ficou em 10,9%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2016 | 09h35

RIO - A taxa de desocupação no Estado de São Paulo ficou em 12,0% no primeiro trimestre, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o mais elevado da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de 2012.

Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua em São Paulo estava em 8,5%. No último trimestre de 2015, o indicador ficou em 10,1%.

A renda média real do trabalhador em São Paulo foi de R$ 2.588 no primeiro trimestre, ante R$ 2.578 no trimestre imediatamente anterior, ligeira alta de 0,4%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, entretanto, houve queda de 2,2%. No primeiro trimestre de 2015, a renda média real era de R$ 2.646 no estado.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

No último dia 29, o IBGE divulgou os resultados gerais do mercado de trabalho apenas para o total do País. A taxa de desocupação foi de 10,9% no primeiro trimestre.

Segundo o instituto, o resumo da pesquisa anual foi publicado antes dos dados desagregados por regiões para evitar grande defasagem de tempo entre a coleta e a divulgação. Os resultados por regiões foram conhecidos apenas hoje porque a equipe não tinha tempo hábil para fazer o detalhamento num curto período de tempo, explicou o IBGE.

Regiões. Entre as 27 Unidades da Federação no País, 21 delas registraram no primeiro trimestre do ano a mais elevada taxa de desemprego da série histórica da Pnad Contínua. "Foram poucas as unidades que não apresentaram avanço na desocupação. E o avanço foi bastante expressivo. Na maioria dos estados houve aumento significativo na taxa de desocupação", avaliou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. 

As maiores taxas de desocupação no primeiro trimestre foram registradas na Bahia (15,5%), Rio Grande do Norte (14,3%) e Amapá (14,3%). As menores taxas eram as de Santa Catarina (6,0%), Rio Grande do Sul (7,5%) e Rondônia (7,5%). 

Na divisão por região, a taxa de desocupação subiu em todas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2015. No Nordeste, a taxa de desemprego subiu de 9,6% no primeiro trimestre do ano passado para 12,8% no primeiro trimestre deste ano. No Sudeste, saiu de 8,0% para 11,4%; no Norte, de 8,7% para 10,5%; no Centro-Oeste, de 7,3% para 9,7%; e no Sul, de 5,1% para 7,3%. No quarto trimestre de 2015, as taxas tinham ficado em 10,5% no Nordeste, 9,6% no Sudeste, 8,6% no Norte, 7,4% no Centro-Oeste e 5,7% no Sul.

O Estado de São Paulo responde por 23,8% da força de trabalho do País, quase a mesma participação de toda a região Nordeste, que tem 24,8% de fatia no mercado de trabalho. O Estado do Rio de Janeiro tem 8% da força de trabalho nacional, enquanto Minas Gerais responde por 10,7%.

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