Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Taxa de desemprego fica em 11,8% e mantém patamar histórico

Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,9%; Brasil contabilizou 12,022 milhões de desempregados

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 09h39

RIO - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no terceiro trimestre de 2016, mantendo-se no maior patamar já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 11,70% e 12,00%, com mediana de 11,90%.

Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,9%. No trimestre encerrado em agosto deste ano, o resultado também ficou em 11,8%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.015,00 no terceiro trimestre. O resultado representa queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 176,8 bilhões no terceiro trimestre, queda de 3,8% ante igual período do ano anterior.

O Brasil contabilizou 12,022 milhões de desempregados no terceiro trimestre. O resultado representa um aumento de 33,9% em relação ao mesmo período de 2015, o equivalente a 3,043 milhões de pessoas a mais em busca de uma vaga.

A população ocupada encolheu 2,4% no terceiro trimestre, como consequência do fechamento de 2,255 milhões de postos de trabalho. "A redução na população ocupada é recorde, foi a maior queda na série", afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A taxa de desemprego só não aumentou mais porque a população inativa cresceu 1,9%, o que significa que 1,205 milhão de pessoas optaram por deixar a força de trabalho em vez de procurar emprego.

O País perdeu 1,306 milhão de vagas com carteira assinada no período de um ano, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O resultado equivale a uma redução de 3,7% no total de trabalhadores formais no setor privado no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2015. 

Ao mesmo tempo, o setor privado contratou mais 95 mil pessoas sem carteira assinada, um avanço de 0,9% no total de ocupados nessa condição no período de um ano. O trabalho por conta própria, entretanto, recuou 1,7% nessa comparação, o equivalente à saída de 378 mil pessoas ocupadas nessa condição.

Já o trabalho doméstico avançou 1,8% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2015, com mais 109 mil empregados no período de um ano.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

Indústria.  A indústria fechou 1,301 milhão de postos de trabalho no período de um ano, segundo a Pnad Contínua. O montante representa uma redução de 10,1% no total de ocupados no setor no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2015.

"A indústria já devia estar ligando as turbinas para atender às demandas do fim do ano. Isso não aconteceu", lembrou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. 

A indústria demitiu funcionários mesmo na comparação com o segundo trimestre de 2016: foram 84 mil vagas fechadas, queda de 0,7% no total de ocupados na atividade.

O setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas - que guarda relação direta com prestação de serviços para o setor industrial - demitiu outras 977 mil pessoas no período de um ano, um corte de 9,3% das vagas no segmento no terceiro trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A Construção dispensou 171 mil trabalhadores, queda de 2,3% no total ocupado ante o terceiro trimestre de 2015, enquanto o Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas dispensou 501 mil funcionários, redução de 2,8% no pessoal ocupado.

O segmento de Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura demitiu 442 mil pessoas, recuo de 4,7% na ocupação.

Na direção oposta, houve aumento no número de empregados nos setores de Transporte, Armazenagem e Correio (220 mil vagas, avanço de 5,2% no total de ocupados no segmento); Alojamento e Alimentação (345 mil a mais, alta de 8,0%); Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais (306 mil, alta de 2,0%); Outros serviços (97 mil trabalhadores a mais, aumento de 2,3%); e Serviços Domésticos (168 mil a mais, crescimento de 2,8%).

 

Tudo o que sabemos sobre:
BrasilIbgePnad

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.