Felipe Rau/Estadão - 17/9/2019
Felipe Rau/Estadão - 17/9/2019

entrevista

E-Investidor: "Juro baixo tira o dinheiro dos rentistas e leva para as empresas", diz CEO da Valora

Taxa de desemprego termina 2019 em 11%, no menor patamar em três anos

Resultado do ano passado veio dentro das projeções dos analistas de mercado; na média do ano, taxa foi de 11,9%, também a menor desde 2016

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2020 | 09h15
Atualizado 31 de janeiro de 2020 | 16h14

RIO - A taxa de desemprego desceu a 11% no trimestre encerrado em dezembro de 2019, menor patamar desde março de 2016, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A melhora foi puxada pelas contratações temporárias no comércio, mas também houve abertura de novos postos de trabalho na indústria, alojamento e alimentação e no segmento de outros serviços, puxado pelo ramo de embelezamento.

“Não é só o comércio que tem contratado, mas ele é que se destaca”, apontou Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, ressaltando que o setor também se sobressaiu na geração de empregos com carteira assinada, mesmo que temporários.

O País registrou a abertura de 593 mil vagas com carteira assinada no setor privado no último trimestre do ano passado, uma alta de 1,8% em relação ao trimestre terminado em setembro. O avanço foi o mais acentuado para esse período do ano dentro da série histórica iniciada em 2012.

“Essa maior taxa de crescimento não está necessariamente atrelada ao maior contingente com carteira. Isso não faz com que eu atinja o maior número de trabalhadores com carteira. Essa população ainda está 3,1 milhões abaixo do pico alcançado no segundo trimestre de 2014 (quando totalizavam 36,716 milhões de pessoas)”, apontou Adriana.

Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2018, foram criadas 726 mil vagas formais no setor privado, uma elevação de 2,2%. Apesar da melhora, o País ainda tinha 38,735 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no último trimestre de 2019. O fenômeno prejudica não apenas o avanço na renda dos trabalhadores, mas também a contribuição para a Previdência, disse Adriana.

A proporção de trabalhadores ocupados contribuindo para a Previdência Social ficou em 62,9% na média de 2019, voltando ao patamar de 2013. O auge da contribuição foi alcançado em 2016: 65,6%.

“Se a gente compara o cenário de contribuição previdenciária de hoje com 2014, a proporção era muito maior (64,6% em 2014). Porque o contingente de pessoas com carteira assinada era maior”, disse Adriana.

A taxa de desemprego média do ano de 2019 foi de 11,9%. O mercado de trabalho vem mostrando recuperação na geração de vagas, incluindo as formais, mas ainda está distante do patamar de 2014, quando a taxa de desemprego média era de 6,8%.

O total de desempregados ficou em 12,575 milhões na média de 2019, 87,7% a mais que os 6,699 milhões existentes em 2014.

Embora o País tenha atingido no ano passado um recorde de pessoas trabalhando, uma média de 93,390 milhões de brasileiros, o mercado de trabalho registrou também um ápice de 38,363 milhões de trabalhadores atuando na informalidade. O levantamento, considerado uma proxy da informalidade, inclui os empregados do setor privado sem carteira assinada, os trabalhadores domésticos sem carteira assinada, os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, os empregadores sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.