Agência Brasil
Agência Brasil

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Taxa de desemprego fica em 13,7% na primeira semana de setembro

Número significa uma queda em relação aos 14,3% registrados na semana anterior; quantidade de desempregados caiu de 13,7 milhões para 13 milhões, mas IBGE considerou o dado 'estável'

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 09h12
Atualizado 25 de setembro de 2020 | 13h56

RIO - A taxa de desemprego no País desceu de 14,3% na quarta semana de agosto para 13,7% na primeira semana de setembro, apontou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em apenas uma semana, houve redução no número de pessoas buscando trabalho, mas apenas um pequeno avanço no total de trabalhadores ocupados. Como não houve geração de vagas que absorvesse a mão de obra disponível, o que reduziu a taxa de desemprego foi a adesão à inatividade de parte expressiva dos trabalhadores que deixaram de buscar uma vaga, o que pode indicar desalento – quando as pessoas deixam de procurar trabalho por acreditarem que não encontrarão uma oportunidade, por exemplo.

A população desempregada foi estimada em 13,0 milhões de pessoas na primeira semana de setembro, cerca de 700 mil a menos que o registrado na semana anterior. O total de ocupados foi de 82,3 milhões na primeira semana de setembro, apenas 100 mil a mais que o patamar de uma semana antes.

A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho – somou 75,0 milhões na primeira semana de setembro, cerca de 600 mil a mais que na semana anterior. Entre os inativos, cerca de 27,3 milhões de pessoas, ou 36,4% da população fora da força de trabalho, disseram que gostariam de trabalhar. Aproximadamente 17,1 milhões de inativos que gostariam de trabalhar alegaram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.

Aproximadamente 3,4 milhões de trabalhadores, o equivalente a 4,2% da população ocupada, permaneciam afastados do trabalho devido às medidas de isolamento social na primeira semana de setembro, 200 mil pessoas a menos que o patamar de uma semana antes. A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 76,8 milhões de pessoas, sendo que 8,3 milhões deles trabalhavam remotamente.

O nível de ocupação foi de 48,3% na primeira semana de setembro, mesmo resultado da semana anterior. A taxa de informalidade ficou em 34,6% na primeira semana de setembro, ante 34,0% na quarta semana de agosto.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.