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Taxa de desemprego ficou em 6,8% no trimestre encerrado em janeiro, aponta IBGE

IBGE passa a divulgar resultados trimestrais da situação do emprego no País; resultado de janeiro acelerou levemente em relação ao mesmo período do ano passado

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2015 | 09h21


RIO - A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua ficou em 6,8% no período de três meses encerrado em janeiro, o que representou um aumento em relação a janeiro de 2014, quando estava em 6,4%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 12.

O nível de ocupação, que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, caiu de 56,9% no trimestre encerrado em dezembro para 56,7% no trimestre encerrado em janeiro.

Para o trimestre encerrado em janeiro, a renda média real do trabalhador foi de R$ 1.795,53. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 161 bilhões.

No entanto, o IBGE faz uma ressalva de que os dados se referem ao trimestre encerrado em janeiro, uma vez que a metodologia de coleta e cálculo da pesquisa (diferente da que apontou o resultado de 5,3% em janeiro) impede isolar os dados de apenas um mês. O órgão passa, a partir de hoje, a divulgar mensalmente os dados referentes aos trimestres móveis encerrados a cada mês. 

Poder de compra. O crescimento de 2,1% na renda média do trabalhador em janeiro ante um ano antes foi causado por um aumento de fato no poder de compra da população, avaliou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O rendimento médio real dos ocupados no País aumentou de R$ 1.758,07 no trimestre encerrado em janeiro de 2014 para R$ 1.795,53 no trimestre encerrado em janeiro de 2015, segundo os dados são da Pnad Contínua.

Já o avanço em relação ao trimestre encerrado em dezembro, quando a renda média foi de R$ 1.781,08, teve influência da dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim de 2014, que tradicionalmente possuem salários menores e puxam a média para baixo.

"Você tinha em dezembro mais carga de trabalhadores temporários, em que teoricamente o rendimento é menor. Em janeiro, essa população não estaria no mercado (de trabalho)", explicou Azeredo.

Nova metodologia. Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano. 

Também no ano passado, a Pnad Contínua esteve no centro de uma polêmica, quando seus resultados foram congelados por uma greve de trabalhadores do instituto. 

A série histórica da pesquisa com resultados para trimestres encerrados mês a mês teve início em janeiro de 2012. 


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