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Taxa de desemprego média no trimestre é de 5,8%

Apesar do aumento da taxa de desemprego, que ficou em 6,2% em março ante 5,7% em fevereiro, a desocupação média no primeiro trimestre de 2012 ainda está menor do que a registrada no mesmo período de 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), neste ano, a taxa média de desemprego nos três primeiros meses do ano foi de 5,8%, enquanto no mesmo período do ano passado o índice médio foi de 6,3%.

DANIELA AMORIM, Agencia Estado

26 de abril de 2012 | 11h41

"O aumento na taxa é explicado no primeiro trimestre por fatores sazonais, pela dispensa de trabalhadores temporários que costuma ocorrer até depois do carnaval", disse Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Em São Paulo, que representa cerca de 40% da força de trabalho ocupada no País, a taxa média de desocupação caiu de 6,5% no primeiro trimestre de 2011 para 6,0% no mesmo período de 2012.

Também houve recuo nas regiões metropolitanas do Recife (de 7,5% no primeiro trimestre de 2011 para 5,7% no primeiro trimestre de 2012), Salvador (de 10,5% para 8,1%), Belo Horizonte (de 5,6% para 4,8%) e Porto Alegre (de 4,5% para 4,4%).

No entanto, no Rio de Janeiro houve um aumento na desocupação: a taxa média passou de 5,0% no primeiro trimestre de 2011 para 5,7% no mesmo período de 2012.

Desemprego em março

"O aumento da desocupação no total das seis regiões metropolitanas é consequência, principalmente, do avanço (do desemprego) em março no Recife e em Porto Alegre. Mas, na série histórica, há tendência de aumento na população ocupada no conjunto das regiões metropolitanas", diz Azeredo.

A taxa de desemprego no Recife passou de 5,1% em fevereiro para 6,2% em março, enquanto a de Porto Alegre saiu de 4,1% para 5,2% no mesmo período, exercendo as maiores influências para a média nacional (que passou de 5,7% para 6,2%). Em Salvador, a taxa saiu de 7,8% para 8,1%; em Belo Horizonte, de 4,7% para 5,1%; no Rio de Janeiro, de 5,7% para 5,9%; e, em São Paulo, de 6,1% para 6,5%.

Renda

Segundo ele, o aumento do salário mínimo e a dispensa de trabalhadores temporários impulsionaram a renda do trabalhador para um nível recorde em março.

O rendimento médio do trabalhador ocupado foi de R$ 1.728,40, após ter alcançado R$ 1.701,13 em fevereiro. O aumento foi de 1,6%, já descontando as pressões inflacionárias. Em março do ano passado, a renda média tinha sido de R$ 1.637,38.

"O aumento do rendimento pode ser resultado da dispensa de trabalhadores temporários, que tradicionalmente recebem menos do que os efetivados", lembrou Azeredo.

O aumento na renda foi especialmente maior em março ante fevereiro para os ocupados sem carteira assinada e para aqueles que trabalham por conta própria, para quem o reajuste do salário mínimo tem um efeito defasado.

Como resultado do aumento do número de ocupados e do rendimento, a massa de salários paga aos trabalhadores também foi recorde: R$ 39,4 bilhões em março.

"Embora tenha tido uma redução do mercado de trabalho com a dispensa dos temporários, você tem ainda a resposta dos trabalhadores formais. As vagas formais permanecem. E o aumento do rendimento mostra os trabalhadores com um poder de compra maior", afirmou o gerente do IBGE.

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