Taxa de desemprego na zona do euro cresce para 10,1% em setembro

Já a inflação anual ao consumidor subiu 1,9% em outubro, a maior alta em dois anos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

29 de outubro de 2010 | 07h36

A taxa de desemprego nos 16 países que usam o euro subiu para 10,1% em setembro, em comparação com a taxa revisada de agosto de 10,0%, que antes havia sido calculada como 10,1%, segundo a Eurostat. O dado ficou em linha com as previsões dos economistas ouvidos pela Dow Jones.

A Eurostat também informou que o número de desempregados na zona do euro aumentou 67 mil de agosto para setembro, somando um total de 15,917 milhões de pessoas.

Entre os países mais enfraquecidos da zona do euro, não há informações disponíveis sobre a Grécia. Na Irlanda a taxa de desemprego subiu para 14,1% em setembro, de 13,9% em agosto, e na Espanha a taxa aumentou para 20,8%, de 20,6%.

A Alemanha, maior economia da zona do euro, a taxa de desemprego caiu para 6,7% em setembro, de 6,8% em agosto. Na França o desemprego ficou estável em 10,0% na mesma comparação, enquanto na Itália houve alta para 8,3%, de 8,1%.

Nos 27 países da União Europeia como um todo, a taxa de desemprego ficou estável em 9,6% em setembro ante agosto, enquanto o número de pessoas sem trabalho aumentou 71 mil, para 23,109 milhões. 

Inflação 

Os preços ao consumidor dos 16 países que usam o euro tiveram em outubro a alta mais forte dos últimos dois anos. Segundo a Eurostat, o índice de preços ao consumidor (CPI) preliminar da zona do euro subiu 1,9% em comparação com outubro do ano passado, a maior alta desde novembro de 2008.

Os economistas ouvidos pela Dow Jones que esperavam que a inflação ficasse estável em 1,8%, que havia sido o aumento registrado em setembro.

A taxa de inflação continua em linha com a meta de médio prazo do Banco Central Europeu (BCE) de menos de 2%, mas muito perto desse número e qualquer novo aumento pode levar alguns membros do BCE a defender uma elevação das taxas de juros. As informações são da Dow Jones.

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