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Desemprego sobe para 8,9% e País já tem 9 milhões de desocupados

Taxa do 3º trimestre é a maior da série, iniciada em 2012; renda média do trabalhador ficou em R$ 1.889, uma queda de 1,2% 

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2015 | 09h09

Atualizado às 10h15

RIO - A taxa de desocupação no Brasil subiu para 8,9% no terceiro trimestre de 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012. Em igual período do ano passado, o desemprego era de 6,8%. Já no segundo trimestre do ano, o resultado foi de 8,3%.

A fila do desemprego já conta com 9 milhões de brasileiros, segundo o IBGE, um aumento expressivo em ambas as comparações: 7,5% em relação ao trimestre anterior e 33,9% ante o mesmo trimestre de 2015. Foi o maior crescimento da população desocupada, na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, da série da pesquisa. Os jovens de 18 a 24 anos são um dos grupos mais afetados, com taxa de desocupação de 19,7%.

Em um ano, o País perdeu 1,2 milhão de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado - uma queda de 3,4%. Em relação ao segundo trimestre, o recuo nas vagas formais foi de 1,4% ou 494 mil postos com carteira a menos. "As pessoas estão perdendo carteira de trabalho e se inserindo no mercado por conta própria, ou até abrindo um pequeno negócio", afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O total de trabalhadores por conta própria aumentou 3,5% ante o terceiro trimestre de 2014, 760 mil pessoas a mais nessa condição, enquanto os empregadores cresceram 7,9%, aumento de 297 mil. "Isso podem ser pequenos negócios abertos, com duas ou três pessoas empregadas", observou Azeredo.

Além do aumento do desemprego, houve queda no rendimento. A renda média real do trabalhador ficou em R$ 1.889 no período, recuo de 1,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e estabilidade ante o terceiro trimestre de 2014. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 168,6 bilhões no terceiro trimestre, queda de 1,2% ante o segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve recuo de 0,1%.

Para entender
Pnad Contínua
Pnad Contínua

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. O novo levantamento tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas e será encerrada em fevereiro de 2016, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente a determinado mês de cada ano. 

Regiões. Em relação ao mesmo trimestre de 2014, o desemprego subiu em todas as regiões: Norte (de 6,9% para 8,8%), Nordeste (de 8,6% para 10,8%), Sudeste (de 6,9% para 9,0%), Sul (de 4,2% para 6,0%) e Centro-Oeste (de 5,4% para 7,5%). Entre os Estados, a Bahia mostrou a maior taxa (12,8%) e Santa Catarina (4,4%), a menor. 

No município de São Paulo, o desemprego no terceiro trimestre foi de 8,1%, resultado superior ao registrado no segundo trimestre (7%) e em igual período do ano passado (6,7%). Já a renda média real do trabalhador de São Paulo foi de R$ 3.151, valor menor do que o registrado no segundo trimestre (R$ 3.260) e no mesmo período de 2014 (R$ 3.300).

O agravamento das condições no mercado de trabalho no País contraria até o movimento sazonal de redução na taxa de desocupação ao longo do ano. À medida que se aproxima o fim de 2015, a taxa de desemprego tenderia a diminuir, puxada pela contratação de trabalhadores temporários para atender à demanda maior de consumidores durante as festas de fim de ano. No entanto, destaca o IBGE, a taxa vem aumentando mês a mês.

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