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Taxa de desemprego no País recua para 9,5% em julho

Total de pessoas desocupadas no Brasil cai 10,5% ante o mesmo mês do ano passado, segundo IBGE

Agência Estado e Reuters,

23 de agosto de 2007 | 09h44

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,5% em julho, ante 9,7% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 23.  Segundo o instituto, porém, a redução de junho para julho não é estatisticamente significativa e o número de desocupados ficou estável de um mês para o outro em 2,2 milhões. Na comparação com o mesmo mês de 2006, o total de desempregados caiu 10,5%. O número de pessoas ocupadas ficou em 20,832 milhões nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, alta de 3% frente a igual período de 2006.  Carteira Em julho ante junho, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, sem carteira de trabalho assinada e de trabalhadores por conta própria ficaram estáveis, segundo o IBGE. Em relação a julho de 2006, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado aumentou 5,2%, com aproximadamente 437 mil pessoas a mais nessa categoria.  Já o número de empregados sem carteira de trabalho assinada recuou 4,4% ante julho de 2006. A quantidade de trabalhadores que deixou a classificação de "sem carteira" em julho, ante mesmo mês do ano anterior, foi de 133 mil no País. O número de trabalhadores por conta própria aumentou 4,7% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado, o que significa um acréscimo de 183 mil pessoas.  Renda O rendimento médio real do trabalhador caiu 1,2% em relação a junho, para R$ 1.108,30, o que representou um aumento de 2,5% ante julho do ano anterior. "Nos últimos 24 meses, a tendência é de alta do rendimento médio real", completou o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo.  Ele mostrou que a renda média real nos sete primeiros meses deste ano ficou em R$ 1.118, cerca de 4% acima da média do mesmo período do ano passado, que ficou em R$ 1.073. Evolução no ano Segundo Azeredo, a taxa de desemprego provavelmente vai terminar este ano em um dígito, ou seja, abaixo de 10%. A taxa média nos primeiros sete meses deste ano é de 9,8%.  De acordo com ele, historicamente o mercado de trabalho melhora em meados do ano, o que ainda não foi captado pela PME este ano, e o segundo semestre é melhor do que o primeiro. "Os dados de julho não empolgaram. A expectativa era de que o desemprego caísse de forma significativa em julho e isso não aconteceu. Também tínhamos a expectativa de que o rendimento médio aumentasse e ele caiu", afirmou Cimar.  No entanto, Cimar continua com a expectativa de que a taxa de desemprego e o rendimento médio real melhorem em agosto. Segundo ele, a série histórica da pesquisa mostra melhora maior a partir de junho e julho em quase todos os anos. A queda no rendimento médio real se deu principalmente na informalidade e nos setores de comércio, indústria e outros serviços. De acordo com ele, a ligeira alteração na taxa de desemprego de junho para julho deste ano, deve-se em parte a um problema estatístico de variação amostral que levou à queda da taxa no Rio de Janeiro, de 8% para 7,1%, mas com variação de 0,0% na população ocupada local, com aumento de apenas dois mil postos de trabalho.  A redução do desemprego no Rio está ligada à redução de 66 mil pessoas na população em idade ativa, de 53 mil pessoas na população economicamente ativa e de 55 mil pessoas na população desempregada. "É um efeito de variação amostral", explicou Cimar. De acordo com ele, 30% dos domicílios da amostra para a pesquisa mudam de mês para mês. "É possível que nesses 30% de novos domicílios tenha menos gente do que nos 30% que saíram", afirmou.

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