Taxa de desemprego no terceiro trimestre fica em 6,8%, calcula IBGE

Taxa de desemprego no terceiro trimestre fica em 6,8%, calcula IBGE

Segundo a Pnad Contínua, o resultado é menor do que o verificado em igual trimestre de 2013, quando o desemprego foi de 6,9%

Daniela Amorim, Agência Estado

09 Dezembro 2014 | 09h02

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,8% no terceiro trimestre de 2014, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é menor do que o verificado em igual trimestre de 2013, quando a taxa de desemprego foi de 6,9%. No segundo trimestre de 2014, a taxa tinha sido também de 6,8%.

A população desocupada no total do Brasil somava 6,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2014, montante menor que o verificado no trimestre imediatamente anterior, quando totalizava 6,8 milhões de indivíduos. No terceiro trimestre de 2013, a população desocupada havia somado também 6,8 milhões de pessoas.

Em relação à população desocupada, houve recuo de 0,9% em relação ao segundo trimestre, com 62 mil pessoas a menos na fila do desemprego. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a queda foi de 1,3% - 91 mil desempregados a menos.

Os dados sobre a população ocupada mostram que 92,3 milhões de pessoas tinham alguma ocupação no terceiro trimestre de 2014, contra os 92,1 milhões verificados no trimestre imediatamente anterior. No terceiro trimestre de 2013, a população ocupada somava também 91,2 milhões de pessoas.

O número de pessoas ocupadas no País aumentou 0,2% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, o equivalente a 217 mil postos de trabalho a mais. Na comparação com o terceiro trimestre de 2013, houve aumento de 1,2%, com 1,094 milhão de trabalhadores a mais no mercado de trabalho.

Já o total de brasileiros fora da força de trabalho cresceu 0,9% no terceiro trimestre deste ano em relação ao segundo trimestre - 558 mil pessoas a mais na inatividade. Em relação ao terceiro trimestre de 2013, o total de inativos subiu 2,8%, com a migração de mais 1,758 milhão de indivíduos para a inatividade.

Novo índice de desemprego. Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa deve substituir a partir de 2015 a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano. 

O IBGE ainda não confirma a divulgação dos dados sobre rendimentos na Pnad Contínua prevista para o início de janeiro. "A divulgação da renda estava prevista para 6 de janeiro, mas não está confirmado ainda pela direção", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Azeredo explica que o órgão ainda está fazendo estudos sobre o cálculo de rendimento e grupamentos de atividade na pesquisa, para só depois determinar quando será possível divulgá-lo. "Porque nesse estudo são 27 unidades da federação, então a desagregação é muito grande", explicou.

O dado sobre a renda domiciliar per capita que será produzido pela Pnad Contínua servirá como base para o rateio do Fundo de Participação dos Estados - FPE, conforme determinação prevista na Lei Complementar nº 143/2013. "A lei vai ser atendida em fevereiro. O IBGE vai cumprir a lei em fevereiro, com informações para todas as unidades da federação", garantiu Azeredo.

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