Taxa de desemprego nos EUA cai mais que o previsto

As empresas norte-americanas reduziram, em setembro, o número de postos de trabalho criados pela primeira vez em cinco meses, revendo seus planos diante dos sinais incertos sobre a perspectiva econômica, uma situação que reforça as apostas em Wall Street de que o Federal Reserve cortará as taxas de juro no curto prazo. O número de postos de trabalho criados teve uma inesperada queda de 43 mil no mês passado, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA. Mas o departamento promoveu uma revisão forte do dado de agosto, elevando o número de vagas criadas em 68 mil, de 39 mil para 107 mil. Parcialmente em conseqüência disso, a taxa de desemprego caiu de 5,7% para 5,6%, o menor nível em sete meses. Os números surpreenderam os analistas. A previsão média de 23 economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones/CNBC era que a taxa de desemprego subisse para 5,9% em setembro e que o número de postos de trabalho criados em setembro tivesse um aumento de 15 mil.Mas a melhora da taxa de desemprego não deve alterar as expectativas para o rumo da taxa de juro. Os investidores acreditam que o Federal Reserve deverá aliviar sua política monetária antes do fim do ano para alavancar a economia. O próximo encontro do Comitê de Mercado Aberto do Fed ocorrerá em 6 de novembro. O Departamento do Trabalho observou que houve redução das vagas oferecidas nos principais segmentos industriais em setembro. A indústria manufatureira reduziu em 35 mil o número de vagas oferecidas em setembro, mas o declínio foi inferior à queda de 63 mil postos observada em agosto. A indústria de produtos para serviços reduziu 5 mil postos, incluindo a diminuição de 16 mil vagas o setor do comércio varejista.O relatório também validou a visão do Fed de que a inflação continua controlada. O ganho médio por hora trabalhada subiu 0,3%, ou US$ 0,05, para US$ 14,87 em setembro, mesma variação registrada em agosto. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2002 | 13h47

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