Taxa de desemprego nos EUA é a maior em nove anos

A taxa de desemprego nos Estados Unidos em junho atingiu o maior nível em nove anos, uma vez que as demissões seguiram-se pelo quinto mês consecutivo. A taxa chegou a 6,4% em junho, maior patamar desde abril de 1994. O número de vagas à disposição dos trabalhadores caiu 30 mil em junho, elevando a 236 mil as vagas cortadas desde o início do ano. Os dois dados superaram a previsão dos economistas, de que a taxa subisse a 6,2% em junho e o número de vagas ficasse inalterado. O Departamento do Trabalho disse que a indústria reduziu 56 mil vagas em junho, elevando o total de vagas cortadas desde o início do ano para 2,6 milhões. No setor de serviços, houve ingresso de 10 mil trabalhadores, embora as vagas no setor de varejo tenham caído em 13 mil. A indústria de construção ofereceu 16 mil novas vagas durante junho, pouco abaixo de 25 mil em maio. Ganho médio por hora sobe 0,19%O ganho médio por hora trabalhada dos norte-americanos subiu US$ 0,03 ou 0,19%, para US$ 15,38 em junho, após elevação de 0,3% em maio. A previsão dos economistas era de alta de 0,3%. A aceleração dos ganhos caiu para 3% em junho se comparado com junho do ano passado, em relação a alta de 3,3% registrada em maio. A média de horas trabalhadas na semana manteve-se em 33,7 horas. Número de pedidos de auxílio-desemprego sobe Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA cresceram na semana passada pela primeira vez em um mês, refletindo o aumento das demissões relacionadas ao fim do período escolar no país. O Departamento do Comércio informou que houve um aumento de 21 mil, para 430 mil, no número de solicitações do benefício na semana encerrada em 28 de junho. Foi o primeiro aumento desde a semana que terminou em 31 de maio. Mesmo com o aumento, a média da quadrissemana, um dado que atenua os fatores sazonais que mexem com o número de pedidos, caiu para 425 mil, o menor nível em três meses. O dado causou surpresa em Wall Street, uma vez que os economistas trabalhavam com uma projeção de aumetno de apenas 6 mil solicitações. Um porta-voz do Departamento do Trabalho atribuiu a elevação dos pedidos a demissões relacionadas ao encerramento do período escolar. Agora, começam as férias de verão no Hemisfério Norte. O porta-voz ressaltou ainda que o dado tende a registrar fortes flutuações no final de junho e ao longo de julho. O número de pedidos do benefício, no entanto, completou 20 semanas consecutivas acima de 400 mil, um nível interpretado como indicador de um mercado de trabalho deprimido. O número de desempregados que sacam o auxílio por períodos prolongados subiu na semana encerrada em 21 de junho - último dado disponível. Os pedidos contínuos de auxílio cresceram em 34 mil para 3.751.000, o maior nível em um mês. As informações são da Dow Jones.

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