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Dados de emprego nos EUA reforçam expectativa pela alta dos juros no país

Desemprego ficou estável em julho e dados de meses anteriores foram revisados para cima; reajuste dos juros nos EUA tem impacto na taxa de câmbio de outros países, inclusive na do Brasil

O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 10h12

A taxa de desemprego nos Estados Unidos ficou inalterada em julho ante junho, em 5,3%, segundo o Departamento do Trabalho. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires. Já a taxa de desemprego que inclui trabalhadores em empregos de meio turno ou desmotivados para procurar uma nova colocação caiu para 10,4% em julho, de 10,5% em junho. 

No mês, foram criados 215 mil empregos no país, de acordo com outra pesquisa do Departamento do Trabalho. Além disso, os resultados de maio e junho foram revisados para um acréscimo de 14 mil vagas do que o estimado anteriormente. 

Os ganhos médios por hora dos trabalhadores do setor privado subiram 0,2% em julho, para US$ 24,99. Na comparação com julho do ano passado, houve aumento de 2,1%. A semana média trabalhada aumentou para 34,6 horas, ante 34,5 horas em junho. 

Enquanto isso, a proporção de norte-americanos participantes da força de trabalho ficou inalterada em 62,6% em julho. Essa taxa é a mais baixa desde 1977. Em julho do ano passado, a taxa estava em 1,9%.

A criação de empregos em julho se concentrou no setor de serviços, liderada pelos segmentos de varejo, cuidados de saúde, serviços técnicos e profissionais, com destaque para os serviços de informática, atividades financeiras, restaurantes e bares. 

Enquanto a inflação deverá continuar fraca no próximo ano, o mercado de trabalho pode permitir que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) siga em frente para uma elevação das taxas de juros básicos em setembro. 

O reajuste dos juros nos EUA teria impacto na taxa de câmbio de economias de outros países, inclusive a do Brasil, uma vez que aumentaria a rentabilidade de títulos americanos, considerados investimentos mais seguros. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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