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Taxa de desemprego nos EUA supera 10% após 26 anos

Empregadores norte-americanos cortaram 190 mil vagas no último mês, mais do que o previsto

Marcílio Souza e Nathália Ferreira, da Agência Estado,

06 de novembro de 2009 | 11h42

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu de 9,8% em setembro para 10,2% em outubro, o maior nível desde abril de 1983. Economistas previam, em média, alta para 9,9%. Desde o início da recessão nos EUA, em dezembro de 2007, a taxa de desemprego no país já aumentou 5,3 pontos porcentuais.

 

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A economia norte-americana eliminou 190 mil postos de trabalho em outubro, acima da expectativa de economistas de perda de 175 mil empregos, segundo dados do Departamento de Trabalho. O dado de setembro foi revisado para corte de 219 mil postos, de estimativa original de perda de 263 mil empregos. Desde o começo da recessão, em dezembro de 2007, foram eliminados 8,2 milhões de empregos nos Estados Unidos.

O emprego no setor de serviços - a maior fonte de postos de trabalho nos EUA - diminuiu em 61 mil em outubro. Empresas de serviços profissionais e de negócios eliminaram 18 mil vagas. O comércio varejista cortou 40 mil empregos. O salário médio por hora trabalhada aumentou 0,3%, ou US$ 0,05, para US$ 18,72.

 

Cerca de 16 milhões de pessoas não conseguem encontrar um emprego depois que a recessão aparentemente encerrou no país. Outubro foi o 22º mês seguido que os Estados Unidos viram seu mercado de trabalho retrair, o maior período em 70 anos. Contando as pessoas que possuem trabalhos temporários ou pararam de procurar emprego, a taxa de desemprego alcançaria 17,5%.

 

No terceiro trimestre, a economia dos EUA cresceu pela primeira vez em mais de um ano graças a uma retomada nos gastos de consumo, mas o mercado de trabalho fraco deve manter a recuperação lenta. O Produto Interno Bruto (PIB) subiu acima do esperado, a uma taxa anual ajustada de 3,5% entre julho e setembro. O dado serviu como uma confirmação não oficial de que a mais longa e profunda recessão no país desde a Grande Depressão terminou.

 

A palavra oficial sobre inicio e fim das recessão cabe ao Birô Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), que declarou o começo da recessão em dezembro de 2007. O grupo privado ainda precisa anunciar a data do término da recessão.

 

Desemprego preocupa governo

 

Na última segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a economia do país ainda tem um longo caminho a percorrer e classificou a fraqueza no mercado de trabalho como perturbadora. "Ainda não estamos onde deveríamos estar. Temos um longo caminho a percorrer", disse Obama, no início de uma reunião com o Painel de Conselheiros da Presidência para a Recuperação Econômica.

 

Durante seu pronunciamento, o presidente norte-americano disse que há "algumas ideias excelentes na mesa" para auxiliar o crescimento econômico dos EUA - incluindo cortes de impostos e créditos fiscais -, mas não endossou propostas específicas. "A questão é como vamos garantir que as pessoas voltem a trabalhar e consigam sustentar suas famílias. Isso não vai acontecer da noite para o dia", afirmou Obama.

 

Recentemente, alguns democratas do Congresso dos EUA sugeriram a criação de um novo pacote de estímulo econômico. A oposição, no entanto, afirma que o primeiro pacote, de US$ 787 bilhões, aprovado no início deste ano, não surtiu o efeito desejado. O governo norte-americano divulgou na semana passada que o primeiro pacote criou diretamente ou salvou quase 650 mil empregos. Incluindo o impacto indireto dos cortes de impostos, o número salta para pelo menos 1 milhão, segundo os cálculos da Casa Branca.

 

(com Regina Cardeal, da Agência Estado)

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