Felipe Rau/Estadão - 1/10/2020
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Taxa de desemprego sobe para 14,4% na 4ª semana de setembro, a mais alta desde o início de maio

Entre os dias 20 e 26 do mês passado, o País tinha 14 milhões de desempregados, 700 mil a mais que na semana anterior; esta foi a última divulgação da pesquisa semanal do IBGE para acompanhar o impacto da pandemia no mercado trabalho

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2020 | 09h40
Atualizado 16 de outubro de 2020 | 18h20

RIO - A taxa de desemprego no País subiu a 14,4% na quarta semana de setembro, o maior resultado já alcançado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid) semanal, iniciada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em apenas uma semana, houve aumento no número de pessoas buscando emprego e redução no total de trabalhadores ocupados. A piora pode ter sido provocada pela dispensa de trabalhadores formais, uma vez que a taxa de informalidade cresceu no País em relação à terceira semana do mês. No entanto, a tendência do mercado de trabalho permanece sendo de aumento na ocupação, acompanhada também de elevação no número de desempregados, afirmou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

“A população ocupada vinha crescendo e nessa semana teve uma variação negativa. É muito difícil afirmar que postos de trabalho foram destruídos. A expectativa para esse fim de ano seria a partir de agora que a ocupação passasse a aumentar, devido às festas de fim de ano, de Natal”, disse Maria Lucia.

A população desempregada foi estimada em um recorde de 14 milhões de pessoas entre os dias 20 e 26 de setembro, cerca de 700 mil a mais que o registrado na semana anterior. O total de pessoas trabalhando desceu a 83,0 milhões, 700 mil a menos que o patamar da semana anterior.

“É muito volátil. A tendência é a desocupação aumentando, sim, mas tem uma tendência de aumento da população ocupada desde meados de julho”, ponderou a coordenadora do IBGE.

A taxa de informalidade subiu a 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior. O resultado sugere que as vagas fechadas na última semana da pesquisa fossem de trabalhadores formais. “Nessa semana podem ter sido (dispensados os trabalhadores) formais”, concordou Maria Lucia.

A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho – somou 73,4 milhões na quarta semana de setembro, cerca de 200 mil a menos que na semana anterior. Entre os inativos, cerca de 25,6 milhões de pessoas disseram que gostariam de trabalhar. Economistas acreditam que a volta de parte dessa população à busca por trabalho deva pressionar as próximas leituras da taxa de desemprego no País.

O IBGE decidiu encerrar as divulgações semanais da Pnad Covid, mas manterá a coleta telefônica de informações para garantir as publicações mensais do levantamento até o fim de 2020.

Segundo Maria Lucia, a equipe de análise dos dados estava sobrecarregada pela prorrogação da pesquisa além dos três meses planejados inicialmente. Aliado a isso, as variações pouco significativas semana a semana dos principais indicadores do mercado de trabalho fizeram o órgão decidir que não havia necessidade de prorrogar as publicações semanais, optando por manter apenas as mensais.

“A divulgação mensal já respondia (sobre o mercado de trabalho) de forma mais rápida que a Pnad Contínua”, frisou Maria Lucia.

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