Taxa de equilíbrio no câmbio é R$ 2,10, afirma Barbosa

Secretário de Política Econômica admite adoção de mais medidas para frear valorização do real

AE, Agencia Estado

05 de novembro de 2009 | 08h50

A taxa de câmbio está em um nível que tende a prejudicar o crescimento econômico no médio prazo, disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ao falar a investidores e empresários em Nova York, ele acrescentou que há possibilidade de adoção de mais medidas para reduzir a valorização do real e reconheceu que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também está ajudando na arrecadação. Segundo estimativa do secretário, a taxa de câmbio de equilíbrio (aquela que não estimula nem prejudica o crescimento da economia) estaria atualmente em torno de R$ 2,10 a R$ 2,12 por dólar.

 

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"Essa seria uma taxa neutra em relação ao PIB", afirmou a repórteres depois da palestra em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. No nível corrente, o real está mais prejudicando do que ajudando o crescimento, argumentou.

Barbosa disse que o governo "está satisfeito" com os efeitos da adoção do IOF para a entrada de capital estrangeiro nas aplicações em renda fixa e variável no Brasil, já que reduziu a pressão sobre o real. Ele, no entanto, avisou que outras medidas relacionadas ao câmbio podem ser adotadas. Barbosa reiterou, porém, que o "câmbio é flutuante" e nenhuma medida teria o objetivo de torná-lo fixo.

De acordo com o secretário da Fazenda, "o IOF será mantido". "Se a moeda se valorizar, significa que valorizou menos do que ocorreria sem o imposto", afirmou. Barbosa ainda reconheceu que o IOF também está colaborando para elevar a arrecadação. Aos jornalistas, Barbosa explicou que a arrecadação gerada pelo IOF deve auxiliar no front fiscal para que "sejam mantidos estímulos já implementados", mas procurou destacar que este foi um "efeito colateral" do tributo, uma vez que o propósito era conter a valorização da moeda.

Em relação às previsões de crescimento do País, Barbosa previu que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ter expansão maior no terceiro trimestre do que teve no segundo trimestre. Ele projetou avanço entre 2% e 2,5% (equivalente a mais de 10% anualizados) no terceiro trimestre e estimou expansão na faixa de 1,0% (de 4% a 4,5% anualizado) no último trimestre de 2009. Para 2009 como um todo, ele projeta crescimento de 1% e alta de 4,5% em 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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