Taxa de fechamento de micro e pequenas empresas cai para 56%

Estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Sebrae-SP apontou que a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo, com até cinco anos de atividade, caiu de 71% em 2000 para 56% em 2004. Em números absolutos, o levantamento mostrou que 72 mil companhias encerraram suas atividades no ano passado ante 91 mil empresas fechadas em 2000.Segundo o Sebrae-SP, a apuração teve como base o rastreamento feito a partir do registro de empresas na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). Os dados formaram a quarta edição da Pesquisa Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas, de um a cinco anos. Foram ouvidos 3,4 mil proprietários e ex-proprietários de empresas paulistas no ano passado.De 1990 a 2004, a Jucesp registrou a abertura de mais de 2 milhões de empresas de micro e pequeno porte. Destas, segundo o estudo do Sebrae-SP, 1,3 milhão encerrou as atividades. Nos últimos 15 anos, a média é de 133 mil empresas abertas e 91 mil desativadas a cada ano, sendo que a proporção vem caindo recentemente: em 2004, por exemplo, foram constituídas 128 mil empresas e fechadas 72 mil.FatoresDe acordo com o diretor-superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, a redução na taxa de mortalidade das companhias aconteceu em duas etapas. A primeira até 2002, quando recuou de 71% para 60%. E a segunda até 2004, quando chegou a 56%.Entre os motivos para a diminuição deste indicador, ele citou o maior grau de educação empreendedora dos empresários e a simplificação no recolhimento de tributos do segmento por meio Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples). "Embora ainda tímida, a simplificação dos impostos por este mecanismo começa a dar resultados", disse à Agência Estado.O terceiro fator importante citado por Ricca é o desempenho da economia nacional. "As micros e pequenas empresas são ultra-dependentes do mercado interno e extremamente influenciadas pelo aquecimento da economia", observou.Apesar da taxa mais animadora, o superintendente do Sebrae-SP, ressaltou que o nível ainda está abaixo do considerado "aceitável" pelos especialistas do setor. Segundo ele, na Europa e Estados Unidos, a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas fica tradicionalmente entre 37% e 42%.

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