Taxa de investimento vai cair 1% no terceiro trimestre, diz FGV

Para o quarto trimestre, a projeção é de que a taxa tenha crescimento para que no fim do ano feche em queda de 1,5%

RIO, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h08

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o investimento realizado na economia, deve cair cerca de 1% no terceiro trimestre de 2012 ante o mesmo período imediatamente anterior, projeta a coordenadora técnica do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Silvia Matos. Para o quarto trimestre, embora sem um número ainda definido, a projeção é de crescimento, para que, ao fim de 2012, a FBCF feche em queda de 1,5% comparado a 2011, projeta a FGV.

"Estamos há um ano com o PIB (Produto Interno Bruto) muito fraco. Toda a agenda atual da Dilma está correta. Precisamos investir com inovação. Mas não tem jeito. Em um cenário de menor crescimento, todo mundo perde", avaliou Silvia.

A queda do investimento no terceiro trimestre deste ano é decorrente, em parte, da greve da Receita Federal, que prejudicou a importação de máquinas e equipamentos. Além disso, prevalece um cenário econômico de crescimento moderado, acredita Silvia. "O investimento ainda está muito fraco. Percebemos alguma aceleração, mas não é nada exuberante", complementou o economista da FGV Aloísio Campelo.

Retomada. Se há cautela quanto aos números deste ano, para 2013, a estimativa é de retomada do crescimento econômico, embora as projeções da FGV não sejam tão otimistas quanto as do Banco Central, reveladas em seu relatório de inflação divulgado na última quinta-feira. "Uma estimativa de inflação abaixo de 5%, como prevê o BC, é muito otimista. É possível, mas não com um PIB tão pujante. O problema da economia brasileira é estrutural", argumentou Silvia.

A Sondagem Trimestral de Investimento da Indústria da FGV, realizada de julho a agosto com 1.009 empresas, revela que 35% das empresas consultadas investiram mais nos últimos 12 meses do que no ano imediatamente anterior. Em contrapartida, 21% investiram menos. Para os próximos 12 meses, a previsão é que 33% irão investir mais e 14%, menos. A maior parte dos investimentos em 2012, 61%, foi financiada com recursos próprios./F.N.

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