Taxa de juro real está decrescente e em recorde de baixa, diz Tombini

Para presidente do BC, indicadores do mercado de trabalho sinalizam recuperação da economia; taxa de desemprego no País é hoje a terceira menor do mundo, diz

Anne Warth e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

23 de março de 2012 | 11h49

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que a taxa de juros real do País é decrescente e atingiu recorde de baixa. Em discurso durante cerimônia de lançamento da ampliação do Sistema de Informações de Crédito (SCR), em São Paulo, Tombini disse que a economia já dá sinais de recuperação e vai acelerar a retomada no segundo semestre deste ano.

Como exemplo, ele citou os indicadores de mercado de trabalho avaliados como robustos. Segundo Tombini, a taxa de desemprego no País é hoje a terceira menor do mundo perdendo para a China e o Japão. Tombini disse ainda que a massa salarial está forte e que o rendimento real dos trabalhadores está em crescimento. "A massa salarial cresce e sustenta a demanda", disse.

O presidente do Banco Central afirmou, ainda, que o crédito no País continua a crescer a taxas elevadas e sustentáveis. Isso, segundo ele, tem ajudado na expansão da demanda interna. Na avaliação de Tombini, a indústria tem perspectivas positivas para os próximos meses, embora tenha passado por um ajuste forte. Ele acrescentou que os níveis de estoque da indústria já estão em processo de redução. "Com o ajuste dos estoques, a produção da indústria vai aumentar".

Para Tombini, a expectativa é de que o crescimento do PIB ganhe mais velocidade em 2012 comparativamente a 2011. Em 2013, o crescimento também será maior que em 2012, segundo ele.

Desinflação

Ao falar sobre a desaceleração da economia mundial, que deve crescer em 2012 menos do que em 2011, o presidente do BC disse que ela deve colaborar para o processo de queda dos preços no Brasil. "A contribuição da economia global segue desinflacionária", disse ele.

Tombini destacou que, apesar da perda de vigor da economia mundial neste ano em relação a 2011, há uma recuperação mais firme da economia dos EUA. No caso da China, ele reiterou manifestação das autoridades daquele país, que almejam um crescimento de 7,5% para este ano. "A China tem capacidade de resposta para administrar o pouso suave da economia", disse.

O presidente do BC afirmou que os países avançados adotaram políticas monetárias convencionais e não-convencionais para estimular suas respectivas economias, o que foi importante para estabilizar os riscos do sistema financeiro global, sobretudo na Europa. "Em função disso, o Brasil e outros países emergentes sentem a menor aversão a risco".

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