Taxa de juros de um dígito é grande conquista, diz Mercadante

Líder do PT no Senado elogia decisão do Copom que levou a Selic a 9,25% ao ano, menor patamar da história

Fabio Graner, da Agência Estado,

10 de junho de 2009 | 20h43

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), comemorou a decisão do Copom de reduzir em um ponto porcentual a taxa Selic e disse que ela é positiva em três aspectos. Inicialmente, porque é a primeira vez que o Brasil tem taxas de juros de um dígito, o que representa "uma grande conquista depois de uma longa caminhada". O segundo motivo, disse, é que a medida reduz o diferencial de taxa de juros, amenizando o processo de apreciação do real, embora o senador tenha ressaltado que este não é o principal fator que tem levado à valorização da moeda brasileira. "Mas, o diferencial de juros é de fato um fator adicional (para apreciação do real)", disse.

 

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O terceiro aspecto, destacou Mercadante, é que a medida alivia as contas fiscais do governo, dando melhores condições para uma política anticíclica e para que o Brasil tenha solidez fiscal na retomada da economia, já que a relação dívida/PIB deve ficar estável. Essa solidez fiscal, segundo o senador, será especialmente importante no futuro, quando os países desenvolvidos tiverem que ajustar suas políticas fiscais, que hoje são expansionistas, para enfrentar a crise.

 

Além disso, Mercadante ressaltou que o corte da taxa de juros vai ajudar o nível da atividade econômica ainda neste ano, pois ajuda a baratear o custo do crédito. Ele lembrou que o governo tem atuado por meio dos bancos públicos para reduzir os spreads bancários.

 

O senador paulista aproveitou para cutucar seu adversário tucano, o governador de São Paulo, José Serra, que tem sido um crítico da política monetária. "Só o Serra deve estar chateado com essa decisão, pois este era o único discurso que ele tinha como sustentar, já que o governo de São Paulo não tomou medidas anticíclicas para o enfrentamento da crise", disse Mercadante. "Serra faz críticas pouco consistentes à política monetária", acrescentou o senador, que parabenizou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e sua equipe pela decisão.

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