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Taxa de juros para pessoa física é a maior desde outubro de 2009

Juro médio subiu de 40,6% para 43,8% ao ano; já a taxa média para pessoa jurídica subiu para 29,3%, ao maior nível desde maio de 2009

Fabio Graner, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2011 | 11h24

A taxa de juros média no crédito livre subiu 2,4 pontos porcentuais em janeiro, ante dezembro, atingindo 37,4% ao ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. A taxa média para pessoa física subiu de 40,6% para 43,8% ao ano, a maior desde outubro de 2009. Já a taxa média para pessoa jurídica passou de 27,9% ao ano para 29,3% anuais, patamar mais elevado desde maio de 2009.

O spread médio para o crédito livre subiu de 23,5 pontos porcentuais para 25,6 pontos porcentuais.

O spread médio para pessoa física passou de 28,5 pp para 31,4 pp, enquanto para pessoa jurídica subiu de 17 pp para 18,1 pp.

Inadimplência: tendência é de estabilidade

O chefe-adjunto do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirma que a tendência da inadimplência do crédito no sistema financeiro nacional é de estabilidade. Ele considerou como estável a taxa média de janeiro, que subiu apenas 0,1 ponto porcentual ante dezembro, para 4,6%.

O índice de calotes para pessoa física, por sua vez, ficou estável em 5,7%, enquanto para pessoa jurídica subiu de 3,5% para 3,6%.

Segundo Maciel, se de um lado as medidas macroprudenciais e a alta da taxa básica de juros são fatores que pressionam os custos e os prazos do crédito, favorecendo um aumento na inadimplência, de outro lado a expansão da renda e do próprio crédito (o BC espera uma alta de 15% no ano) trabalham na direção contrária. Com isso, na visão do técnico, o índice de calotes não deve ter grandes variações no ano.

Concessões

As concessões acumuladas no crédito livre tiveram queda de 15,4% em janeiro ante dezembro, para R$ 160,6 bilhões. As concessões para pessoa física recuaram 9,3%, enquanto para pessoa jurídica tiveram recuo de 19,1%.

Pelo critério de média diária, as concessões no crédito livre caíram 7,3%, para R$ 7,65 bilhões. A média diária das concessões no crédito para pessoa física recuou 0,7% e para pessoa jurídica caiu 11,3%.

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