Taxa de mulheres desempregadas cresce 23,1% em SP

Mais de um milhão de mulheres (1.032.264) ficaram desempregadas na Grande São Paulo no ano passado, correspondendo a 23,1% da População Economicamente Ativa (PEA) feminina da região. O levantamento, divulgado hoje pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), indica que esta é a maior taxa de desemprego feminino registrado pela Seade desde o início da pesquisa em 1985. No ano passado, a taxa havia sido de 22,2%. No entanto, o estudo também indica que houve crescimento recorde da participação da mulher no mercado de trabalho. Outra pesquisa, "A mulher chefe de domicílio e a inserção no mercado de trabalho", divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), confirma o crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro e também da sua atuação como chefe de família. Segundo o levantamento, em 1992 a presença das mulheres como chefe de família atingiu 19,3% dos lares, crescendo 32,1% em dez anos. Segundo a pesquisa Dieese, a crescente presença da mulher na força de trabalho deve-se à desigualdade de inserção, de remuneração e de oportunidades, com conseqüências diretas sobre a qualidade de vida de suas famílias. Porém, a participação das mulheres no mercado de trabalho cresceu de 54,4% em 2002 para 55,1% - o mais alto patamar registrado para o segmento desde 1985. Entre os setores que influenciaram no aumento do nível de ocupação para o segmento feminino em 2003 estão o crescimento do Comércio (5,1%), Serviços Domésticos (3,5%) e Serviços 91,6%). Já a indústria apresentou um decréscimo de 1,3%. Rendimento O rendimento médio do segmento feminino na região metropolitana de São Paulo passou de R$ 767,00, em 2002, para R$ 717,00 - uma queda de 6,5%. Os salários dos homens também apresentaram decréscimo (6,1%), de R$ 1.171 para R$ 1.100 em 2003, segundo apontou a pesquisa. O tempo de horas trabalhadas por semana, para as mulheres, foi de 39, enquanto que para os homens foi de 47 horas semanais. O segmento feminino também ficou atrás do masculino em relação ao ganho por hora em 2003 - R$ 4,30 (mulheres) e R$ 5,47 (homens).

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 16h54

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