Taxa de retorno de rodovias deve ser de 9%, afirma OHL

Parte dos recursos que serão investidos nas concessões virá do BNDES e de caixa próprio

Leonardo Goy e Beth Moreira, da Agência Estado,

09 de outubro de 2007 | 18h46

O vice-presidente da Obrascon Huarte Lain (OHL) Brasil, Felipe Ezequerra, afirmou nesta terça-feira, 9, que a taxa interna de retorno (TIR) das concessões das rodovias obtidas pela empresa em leilão deve ficar em torno de 9%, em linha com a taxa divulgada pelo governo, de 8,95%. O executivo, porém, preferiu não dar maiores detalhes sobre cada uma das cinco concessões conquistadas.    Veja também: A concessão de rodovias federais  Lula critica privatização em dia de leilão de trechos Régis e Fernão Dias são privatizadas e terão pedágios O presidente da OHL Brasil, José Carlos Ferreira, disse que as propostas de tarifas são factíveis e adequadas à remuneração dos acionistas. Ele declarou que acredita no País, no crescimento da economia e na redução da taxa de juros. O executivo lembrou ainda que o Brasil deve obter em breve o grau de investimento das agências de classificação de risco. "Apostamos no crescimento do tráfego e não tenho dúvida de que vamos conseguir manter essas tarifas e dar retorno aos acionistas."   Segundo os executivos, parte dos recursos que serão investidos nas concessões virá do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de caixa próprio. Ele lembraram que o BNDES poderá financiar até 70% do valor dos investimentos. Ferreira comentou ainda que, com os novos lotes de rodovias, a OHL deverá superar a concorrente CCR em termos de extensão de rodovias. No entanto, a empresa continuará ocupando a segunda colocação no que diz respeito a volume de tráfego e receita.

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