Taxa de rolagem da dívida cambial aumenta em novembro

O aumento da procura por hedge (proteção) em novembro provocou uma elevação da taxa de rolagem da dívida cambial esse mês. A taxa de rolagem dos vencimentos dos contratos especiais de câmbios, chamados de swap, subiu de 40% em outubro para 80% em novembro, segundo dados do Banco Central. O chefe da divisão de operações do Departamento de Operações de Mercado Aberto (Demab) do BC, João Henrique de Paula Simão, explica que o aumento da demanda por hedge pode estar associado à volta das linhas externas para o País, que tinham sido interrompidas com as turbulências da economia brasileira.Esse crescimento das linhas favorece a captação dos bancos, que podem aumentar a oferta do hedge para as empresas. A queda do dólar frente ao real é outro fator que pode ter contribuído para o aumento da demanda por hedge em novembro. As empresas que preferiram não renovar o hedge, quando o dólar estava mais elevado, podem agora ter optado pela renovação com a queda da taxa de câmbio."O aumento da procura pelo hedge não é um fato negativo", afirmou o chefe-adjunto do Demab, Ivan Luís Golçalves de Oliveira Lima. Segundo ele, a rolagem de apenas 40% do principal da dívida cambial em outubro está associada à diminuição da procura por hedge naquele mês. Com o dólar mais alto, que chegou a atingir R$ 4, muitas empresas preferiram não renovar essa proteção. Muitas empresas preferiram quitar as suas dívidas externas, não renovando os seus passivos no exterior. A rolagem da dívida cambial tanto em outubro como em novembro foi feita apenas com contratos de swap. Em setembro, a taxa de rolagem da dívida cambial foi de 58%.

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