Tiago Teixeira/Estadão
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Taxa do rotativo do cartão bate recorde, mas já é possível migrar para modalidade mais barata

Segundo o Banco Central, mudanças anunciadas por Temer ainda estão sendo estruturadas, mas já é possível converter dívida do rotativo para o parcelado negociando com a administradora do cartão

Lu Aiko Otta e Fabrício de Castro, Broadcast

23 de dezembro de 2016 | 12h59

BRASÍLIA - O governo espera que o custo do cartão de crédito, cuja taxa de juros anual no rotativo atingiu o recorde de 482,1% em novembro, recue a partir das medidas que estão em estudo pelo governo. "As medidas estão sendo estruturadas e é preciso aguardar a definição", comentou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. "A expectativa é que tenha uma racionalização do uso do cartão e com isso o custo caia."

 

Pelas medidas em estudo, segundo informações do setor, o usuário do cartão poderá acessar o crédito rotativo apenas por 30 dias. Depois disso, se houver um saldo devedor, ele migrará automaticamente para o crédito parcelado, que é menos caro. A taxa para essa linha estava, em novembro, em 155% ao ano. 

É por isso que integrantes do governo falaram em queda dos juros pela metade. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que foi fechado um acordo com os bancos para esse mecanismo entrar em operação no final do primeiro trimestre de 2017. 

 

Tulio Maciel não quis entrar em detalhes sobre as medidas em estudo. Mas ele comentou que, hoje, já é possível acessar o juro menor, do parcelado.  Ele explicou que, se a pessoa não paga o saldo devedor na totalidade, o valor restante vai para o rotativo. Ela pode, porém, negociar com a administradora a conversão dessa dívida para o parcelado.

 

Os dados divulgados pelo Banco Central mostram que, em novembro, o volume de crédito às famílias no crédito rotativo do cartão estava em R$ 39,152 bilhões. Já o saldo no parcelado era de R$ 11,203 bilhões, o que mostra uma concentração na modalidade mais cara de crédito. "Rotativo e cheque especial são para situações emergenciais", frisou Maciel. "É para o curto prazo."

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