Taxas de investimento ainda não voltaram ao patamar pré-crise, diz BC

O Banco Central avalia, porém, que diminuíram as incertezas quanto à expansão da economia brasileira

Fábio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

31 de março de 2010 | 10h56

O Banco Central avalia que, apesar da recuperação da atividade, as taxas de investimento da economia ainda não voltaram ao patamar observado antes do agravamento da crise. "As taxas de investimento verificadas antes da crise, mesmo modestas, ainda não se recuperaram", afirma o BC no Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta manhã. Sem o avanço da Formação Bruta sobre Capital Fixo, a autoridade monetária entende que "as condições para um crescimento não-inflacionário a taxas elevadas de crescimento são menos consistentes do que as observadas em meados de 2008".

 

O BC avalia ainda que diminuíram as incertezas quanto à expansão da economia brasileira. No relatório, os diretores da instituição afirmam que "após divulgação dos últimos dados do PIB reduziram-se as incertezas sobre o ritmo de crescimento da economia". "Esses valores, em conjunto com indicadores coincidentes e antecedentes de atividade, mostram que a economia passou da fase de recuperação, relativamente à queda decorrente da crise global, e encontra-se atualmente em fase de expansão no ciclo econômico", destaca o texto.

 

BC acredita que cresce a chance de recuperação rápida da economia global

 

O Banco Central entende que cresceu a chance de que a economia global tenha uma recuperação mais rápida. Ainda no Relatório Trimestral de Inflação, os diretores da entidade afirmam que "a retomada (da economia global) ocorre de forma mais rápida do que se antecipa, com restauração plena das condições financeiras e de confiança, alinhada à recuperação dos preços de commodities". Para o BC, a perspectiva de continuidade desse cenário "aumentou desde a divulgação do relatório anterior".

 

Nesse trecho do documento, os diretores afirmam que, além desse cenário de recuperação mais rápida da economia mundial, há outro cenário possível. Nesse quadro, que tem menor probabilidade de confirmação, "a atividade econômica mostra recuperação tímida ou reverte à estagnação, que se estenderia por todo o ano de 2010, de forma que as repercussões e efeitos contracionistas sobre a economia doméstica perdurariam praticamente por todo o horizonte de projeção de inflação".

 

No documento, os diretores afirmam que, "diante da resiliência da atividade em grandes economias emergentes, bem como da continuidade do apetite por risco nos mercados financeiros internacionais e dos sinais positivos de atividade no G-3, a probabilidade de esse cenário (de expansão mais rápida) se materializar aumentou desde a divulgação do Relatório anterior". 

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