Taxas de juros bancários têm leve alta no mês

As taxas médias dos juros cobrados em empréstimos bancários pessoais e do cheque especial tiveram acréscimo médio de 0,01 e 0,09 ponto porcentual, respectivamente, em março, segundo pesquisa realizada pelo Procon-SP. Na avaliação desse mês foi acrescentado um novo banco na análise, o Safra, o que prejudica a comparação com os números obtidos nas pesquisas anteriores.Os bancos pesquisados foram HSBC, Santander Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Nossa Caixa, Real, Unibanco e Safra. Dentre eles, o que apresentou maior taxa de juros no empréstimo pessoal, no contrato de 12 meses para clientes não preferenciais, foi o Real, com taxa de 6,5% ao mês. O Nossa Caixa foi o que teve menor cobrança, de 4,25%. A taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,38% ao mês, contra 5,37% em fevereiro. A taxa média equivalente ao ano foi de 87,54%.No cheque especial, considerando o período de 30 dias e clientes não preferenciais, o Safra cobra a maior taxa, (9,29% ao mês) e a Caixa Econômica Federal, a menor (7,20% ao mês), segundo a pesquisa do Procon. A taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,24% ao mês, contra 8,15% ao mês em fevereiro. A taxa média equivalente ao ano foi de 158,59%.Em todos os bancos pesquisados, exceto o Safra, que foi acrescentado à pesquisa apenas neste mês, há uma tendência de estabilização ao longo dos últimos meses.A pesquisa foi realizada com dados do dia 1º de março e, portanto, ainda não reflete a última queda de juros, de 0,25 ponto porcentual, arbitrada na quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.Desde setembro de 2005, houve 14 cortes seguidos na taxa básica de juros, a Selic (agora a 12,75% ao ano). Na avaliação do Procon, a redução da Selic já era esperada no mercado financeiro, mas o cliente bancário ainda continua se deparando com altas taxas.O Procon lembra que as variações da taxa Selic têm influência apenas parcial nas decisões do mercado quanto ao comportamento das taxas de juros e que outras variáveis são consideradas, como o nível de inadimplência.

Agencia Estado,

09 de março de 2007 | 17h16

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