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Taxas de juros caem apesar de avanço do dólar ante o real

No primeiro dia da reunião do Copom os juros futuros abriram em forte alta, mas houve declínio do DI ao longo do dia

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

26 de novembro de 2013 | 17h26

Os contratos dos juros futuros fecharam perto das mínimas na sessão nesta terça-feira, 26, após zerarem os ganhos no meio da tarde devido a um movimento de correção e à queda do juros da T-note de 10 anos. O declínios dos DIs ocorreu apesar da alta registrada pelo dólar ante o real, que foi impulsionada desde o início do dia pelo sinal positivo da moeda americana no exterior e por uma saída de recursos do mercado brasileiro durante a primeira parte da sessão.

No primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os juros futuros abriram em forte alta nas parcelas intermediária e longa da curva, ratificando apostas em elevação da Selic para 10% na quarta-feira e duas novas altas nos encontros de janeiro e fevereiro de 2014. O DI com vencimento em janeiro de 2017 marcou alta de mais de 10 pontos-base, para 12,30%. Na taxa de 10 anos, para janeiro de 2023, a máxima chegou a 13%.

A alta dos contratos no início dia também refletiu o mau humor dos investidores com a situação fiscal e a fraca atividade econômica do País, além da tensão antes do julgamento da remuneração da caderneta de poupança pelo STF e a aparente resistência do governo em criar um critério para o reajuste da gasolina. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou sobre todos esses assuntos em uma entrevista concedida após se reunir com a diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça. Segundo ele, o governo deverá ter resultado fiscal razoável, mas certamente não fará superávit primário cheio. Mantega disse também que a fórmula de reajuste dos combustíveis não pode ser feita de improviso e que a decisão depende da diretoria da Petrobras. Ele confirmou no fim da tarde que a reunião do conselho da companhia prevista para o dia 29 está mantida.

Os juros perderam força no decorrer da tarde, no entanto, seguindo a queda do juro da T-note de 10 anos antes de um esperado leilão do T-notes de 5 anos do Tesouro dos EUA, que atraiu a maior demanda desde julho. Operadores disseram que a desaceleração das taxas domésticas também refletiu uma leitura no mercado de que houve um certo exagero nas altas observadas recentemente, mesmo porque, o julgamento envolvendo as cadernetas de poupança não deve ser finalizado agora.

Ao término da sessão regular de negócios, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (101.835 contratos) estava em 10,11%, de 10,12% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (415.645 contratos) indicava 10,83%, de 10,89% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (229.970 contratos) apontava 12,10%, ante 12,18% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (11.650 contratos) marcava 12,59%, de 12,61% no ajuste anterior.

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