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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Taxas de juros ficam perto da estabilidade após fala de Tombini

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2013 | 02h07

Aaguardada com ansiedade, a fala no Congresso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, manteve o tom duro e repetiu a indicação de que a autoridade monetária agirá com a devida "tempestividade" para que a queda da inflação continue no segundo semestre de 2013 e em 2014. O discurso de Tombini, na tarde de ontem, foi igual ao feito no Seminário de Metas de Inflação, na semana passada, o que reforça a percepção dos investidores de que o ritmo de aperto monetário pode ser ampliado. Em reação, as taxas dos contratos futuros de juros, que estavam em leve queda, passaram a registrar ligeiros ganhos. Notícia divulgada pelo Broadcast - serviço de tempo real da Agência Estado - perto das 17 horas, no entanto, trouxe certo viés de baixa para as taxas. Fontes afirmaram que o governo federal deve anunciar hoje o contingenciamento de despesas do orçamento de 2013, o que pode se traduzir numa retenção de R$ 27 bilhões em gastos públicos este ano. Na prática, com menos gastos, a meta de superávit primário pode ser atingida, facilitando o trabalho de política monetária. Ainda assim, as taxas de juros acabaram encerrando o dia próximas da estabilidade.

A Bovespa, por sua vez, fechou em alta de 1,01%, aos 56.265,32 pontos, na pontuação máxima do dia. Os ganhos foram conduzidos pelo exterior, onde os principais índices de Nova York e da Europa subiram, e pelos papéis da Vale. As ações da Petrobrás, em um dia de grande oscilação, também fecharam em alta, contribuindo para a manutenção do Ibovespa acima dos 56 mil pontos. Vale ON subiu 0,79%, Vale PNA avançou 1,03%, Petrobrás ON teve alta de 0,26% e Petrobrás PN registrou ganho de 0,20%.

Nos EUA, os índices Dow Jones e S&P renovaram suas máximas históricas de fechamento, com os investidores à espera do discurso de hoje do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, no Congresso norte-americano. Ontem, duas autoridades do Fed falaram, sugerindo que o fim do programa de compra de bônus pode não ser iminente.

Já o dólar interrompeu no Brasil uma sequência de cinco altas ante o real e fechou o dia em leve recuo de 0,05% no balcão, cotado a R$ 2,0380. Em maio, a moeda acumula alta de 1,80% ante o real e, no ano, baixa de 0,34%. A moeda americana passou para o território negativo na metade do dia, influenciada pelo exterior e pelo fluxo de entrada de recursos no País durante a sessão. Ontem, no Congresso, Tombini abordou o câmbio em alguns momentos, mas os comentários não fizeram preço no mercado à vista de balcão, que estava perto do fechamento. Entre outras coisas, o presidente do BC disse que a taxa de câmbio "se moveu" do começo do ano passado para cá e que não há indicações para onde ela vai.

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