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Taxas para parcelamento de seguro caem

As taxas dos juros no parcelamento de seguros de automóveis estão caindo. Esse é o resultado da pesquisa feita pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) com 12 companhias do setor, as quais, segundo a entidade, representam mais de 80% da arrecadação do setor. O motivo, de acordo com a Fenacor, é a expectativa de queda dos juros básicos da economia e da competição entre as empresas. Segundo o presidente da Fenacor, Leôncio Arruda, as taxas de juros cobradas no parcelamento dos seguros dos automóveis começaram a cair no segundo semestre do ano passado. "Claro que isso foi reflexo da redução dos juros básicos, mas também algumas companhias perceberam que a cobrança de taxas menores e o pagamento em até quatro parcelas sem juros reduziam sensivelmente a inadimplência. Com isso, passaram a adotar essa estratégia. As demais foram atrás", explicou.As taxas cobradas no setor estão menores do que as do mercado financeiro: por exemplo, a média dos juros mensais no cartão de crédito está em 10,3%, enquanto no parcelamento do seguro de automóveis varia de zero a 3%. Segundo o levantamento da Fenacor, das 12 seguradoras pesquisadas, as que apresentaram os juros mais altos foram: AGF, 3% ao mês; Real Seguros, 2,5%; Minas Brasil, 2%; e Unibanco, 2%. Outras empresas, como a Porto Seguro, Sul América, Bradesco, Itaú, Liberty Paulista e Generali vendem suas apólices em até quatro vezes pelos preços à vista, ou seja, sem juros.Anefac e Fenacor: o melhor é pagar o seguro à vistaO vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, explica que para o consumidor o pagamento em até quatro parcelas sem juros pode parecer ser a melhor opção. Porém, segundo ele, a taxa de juros que não é cobrada no parcelamento pode estar embutida no preço à vista do seguro.O presidente da Fenacor não acredita que isso ocorra: "Em alguns casos o preço cobrado por uma seguradora que parcela em até quatro vezes sem juros é menor do que o preço à vista de outra que cobra os juros desde a primeira parcela", explica. Pelo menos, em um ponto, os dois concordam: para quem tem dinheiro aplicado, é melhor sacar o investimento e pagar o seguro à vista do que financiá-lo acima de quatro vezes. O rendimento do CDB com taxas prefixadas está, por exemplo, em torno de 1,3% ao mês, ou seja, bem abaixo dos juros médios de 3% mensais do seguro.

Agencia Estado,

29 de janeiro de 2001 | 18h14

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