TCU determina que BC faça novas avaliações do Besc

Por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central deverá fazer novas avaliações do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), considerando o tempo transcorrido entre a avaliação e a data em que o banco deverá ser levado a leilão. Até agora, não há data marcada para o leilão da instituição, porque o Supremo Tribunal Federal sustou o leilão, acolhendo argumento do governo catarinense de que o valor do banco estava subavaliado.Agora o TCU, também examinando o caso, determinou ao BC que, na qualidade de gestor do processo de privatização do Besc, instaure procedimento administrativo para apurar porque o consórcio responsável pela realização do Serviço B (preparação e acompanhamento de todo o processo de alienação da participação acionária da União no Besc) não repassou ao Serviço A (avaliação econômico-financeira) os ajustes relativos a créditos baixados e não ajuizados do Besc e da Abesc Crédito Imobiliário (Bescri).Um boletim distribuído hoje pela assessoria de imprensa do TCU informa que, ao analisar os relatórios encaminhados pelos dois consórcios, o tribunal identificou divergências no montante de aproximadamente R$ 162 milhões entre o valor sugerido pelo Serviço B e o considerado pelo Serviço A e que, no relatório apresentado pelo Serviço A, não estavam incluídos ajustes propostos pelo Serviço B.Pelo contrato, os ajustes econômicos são levantados e propostos pelo Serviço B e devem ser levados em consideração por ambos os serviços, no momento da definição das respectivas propostas de preço mínimo do banco. Diante disso, o TCU determinou que seja ouvido em audiência o responsável pelo acompanhamento da execução do contrato referentre à privatização do Besc, Fernando Lima Dutra.

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