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Técnicos da Receita dizem que greve paralisa 90% do setor

Os técnicos da Receita Federal iniciaram hoje um paralisação de três dias em protesto contra o modelo de criação da Super Receita, órgão que vai unir a Receita Federal e Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previdência. Técnicos que estão na ativa e aposentados fizeram hoje uma manifestação em Brasília em frente à Central de Atendimento ao Contribuinte (CAC), que teve as suas atividades paralisadas.Pelos cálculos do presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (SindiReceita), Paulo Antenor de Oliveira, mais de 90% dos servidores teriam aderido ao movimento. Um balanço final só será divulgado no final do dia.Segundo Antenor, a manifestação em Brasília reuniu cerca de 200 servidores da ativa e aposentados. Ele informou que a categoria deve fazer nova greve de três dias na próxima semana. A Receita tem hoje cerca de 6.500 técnicos na ativa em todo o País e outros 5.500 aposentados e 2.000 pensionistas.Pedido e problemaO presidente do SindiReceita afirmou que os técnicos não são contra a idéia de criação da Super Receita, mas querem que seja criada uma nova carreira que reúna os técnicos e os auditores da Receita Federal e da Receita Previdenciária. Desse forma, um técnico poderia ser promovido a auditor."O modelo de encaminhamento da Super Receita não resolve o problema histórico de conflitos dos técnicos com os auditores", criticou. Segundo ele, os técnicos já fazem trabalhos que são atribuição dos auditores. "Nós fazemos, mas não assinamos", disse. Por isso, na avaliação da categoria, os técnicos deveriam pode ser promovidos a auditor fiscal.Para os auditores fiscais, a proposta dos técnicos é inconstitucional e representaria, na prática, um "trem da alegria" para a categoria, já que ascensão de técnico ao cargo de auditor só pode ser feita por concurso público.Fontes do Ministério do Planejamento, responsável pela área de recursos humanos do governo federal, informaram que a pressão dos técnicos tem sido grande, inclusive com apoio de parlamentares. A categoria teve na semana passada uma reunião com o secretário-executivo do Planejamento, Nelson Machado, para reivindicar a mudança.

Agencia Estado,

20 de julho de 2005 | 15h21

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