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Técnicos da Receita paralisam atividades pela 2ª vez no mês

A alegada falta de transparência no processo de fusão da Receita Federal com a Receita Previdenciária levou o Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindireceita) a promover nova paralisação de três dias, de hoje à próxima quinta-feira. O movimento é semelhante ao ocorrido na semana passada, que causou prejuízos para a balança comercial, em virtude da redução de despachos para exportações.A paralisação nacional dos técnicos da Receita Federal foi, em grande parte, responsável pela queda do saldo das vendas externas na semana anterior, entre os dias 18 e 22, quando as exportações caíram de US$ 2,426 bilhões para US$ 2,001 bilhões (menos 17,51%) comparado à semana de 11 a 15. O saldo comercial (exportações menos importações) caiu de US$ 985 milhões para US$ 343 milhões na relação entre as duas últimas semanas.O presidente do Sindireceita, Paulo Antenor de Oliveira, ressalva, no entanto, que os dirigentes e delegados sindicais nos estados "não têm interesse em promover queda nas exportações ou em qualquer outro setor que cause prejuízos à sociedade". Nosso objetivo, acrescenta, é apenas restabelecer o diálogo para definir atribuições na Receita Federal do Brasil, criada pela Medida Provisória 258, publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (21).Segundo ele, a falta de negociação para definição de atribuições perpetua conflitos internos que prejudicam o desempenho do fisco. Além da "falta de clareza" nas atribuições dos técnicos e auditores da Receita Federal e da Previdência, Paulo Antenor critica o gradativo afastamento dos técnicos do trabalho de fiscalização direta, quando o princípio da fusão deveria ser norteado, segundo ele, pela busca de maior combate à sonegação fiscal.Como a categoria não obteve resposta quanto à abertura de diálogo para definir competências de carreira trabalhista na Super Receita, os técnicos da Receita Federal repetem a paralisação e realizam assembléias nos estados para avaliar o movimento e a possibilidade de manter o estado de greve. Enquanto isso, dirigentes e delegados sindicais fazem trabalho de base e de articulação parlamentar.

Agencia Estado,

26 de julho de 2005 | 15h17

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