Técnicos dos EUA dão aval positivo ao controle sanitário do Brasil

A resposta oficial sobre a retomada das exportações de carnes brasileiras termoprocessadas para os EUA, no entanto, só deve ocorrer em dois meses

Célia Froufe, da Agência Estado,

22 de setembro de 2010 | 16h34

A missão do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS, sigla em inglês) dos Estados Unidos que esteve no Brasil desde o dia 31 de agosto para verificar se o sistema de segurança alimentar do Brasil é equivalente ao norte-americano apresentou uma avaliação final positiva. A resposta oficial sobre a retomada das exportações de carnes brasileiras termoprocessadas para aquele País, no entanto, só deve ocorrer em dois meses, depois que os técnicos retornarem aos Estados Unidos e comunicarem seus superiores a respeito dos resultados da visita ao Brasil.

A visita dos norte-americanos está relacionada à detecção de um lote de carne processada que continha o vermífugo ivermectina acima do limite estabelecido pelos norte-americanos, que é de 10 partes por bilhão (ppb). O caso foi registrado em maio deste ano. Na ocasião, o governo brasileiro optou por suspender as vendas do carne processada brasileira aos Estados Unidos e elaborou, com a iniciativa privada, um plano de ação que começou a ser adotado em julho. Entre as normas propostas está a seleção, pelos frigoríficos, de fornecedores de carne bovina que comprovem o respeito ao período de carência entre a aplicação de um medicamento até o abate dos animais.

De acordo com nota à imprensa divulgada há pouco pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os profissionais norte-americanos consideraram que os inspetores brasileiros estão habilitados a fazer as auditorias e que o sistema de inspeção é organizado. A avaliação foi apresentada durante reunião com representantes do Ministério na manhã de hoje, último dia da missão no Brasil.

Às 16h30, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Nelmon Costa, concederá entrevista para dar mais detalhes sobre o caso. Durante as três semanas em que permaneceram no Brasil, os técnicos visitaram frigoríficos, laboratórios e os Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal localizados nas Superintendências Federais de Agricultura em Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ao todo, de acordo com o Ministério, foram auditados quatro estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos 22 habilitados a exportar carne bovina termoprocessada para os Estados Unidos. Além disso, a missão verificou o trabalho realizado pelos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) do Ministério da Agricultura em Campinas (SP) e Porto Alegre (RS).

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