Técnicos manterão até domingo greve contra Super Receita

Os técnicos da Receita Federal decidiram estender a paralisação da categoria até domingo, 21 de agosto. A informação foi dada pelo diretor de Assuntos Parlamentares do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindireceita), Rodrigo Thompson, em entrevista à Rádio Nacional.Com isso, a greve continua afetando também os plantões de final de semana nas alfândegas de portos e aeroportos. "Objetivamos com isso continuar protestando, contestando e buscando meios de alterar e melhorar a proposta de fusão da Receita Federal com a Receita Previdenciária, constituindo a Receita Federal do Brasil, a chamada Super Receita", afirmou.Segundo Thompson, a categoria tem o entendimento claro que, da forma como está sendo conduzido o processo de fusão dos dois órgãos, haverá problemas. "Não só para a nossa categoria, mas para essa nova instituição", afirmou. Segundo ele, os funcionários das duas instituições têm "situações de conflitos internos, problemas que vêm de muitos anos e que não foram resolvidos" que, com o novo modelo, "serão acentuados ao longo do tempo".Thompson disse que os técnicos não estão contra a Super Receita e já debatem o tema há muitos anos. "O nosso sindicato sempre foi favorável à idéia desse órgão único de tributos federais", disse, mas ponderou que "esse modelo de fusão foi elaborado de forma pouco transparente, muito fechada e com pouca participação".Ação no AmazonasSobre a decisão do Centro da Indústria do Estado do Amazonas de entrar com uma ação na Justiça Federal do Amazonas nos próximos dias contra a prorrogação da greve dos Servidores da Receita Federal, Thompson afirmou que não é intenção da categoria prejudicar a população nem a economia do país. Thompson lembrou que o governo havia prometido um amplo debate antes da criação da Super Receita, mas isso não aconteceu. "A partir do momento que o governo conversar e oferecer uma proposta concreta, que resolva esses problemas que a gente vem passando dentro do órgão, naturalmente que a gente vai rever a questão da greve". As informações são da Agência Brasil.

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