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Técnicos se reúnem para acelerar acordo Embraer/Bombardier

Ao encerrar-se a primeira reunião do grupo de trabalho técnico Brasil-Canadá, criado no Rio de Janeiro pelos representantes dos dois países para resolver a disputa entre Embraer e Bombardier, os negociadores brasileiros disseram que os parâmetros técnicos que estão sendo definidos a partir desta quarta-feira deveriam servir de base para a concorrência da encomenda de aeronaves regionais feita pela US Airways."A encomenda da US Airways, pelo seu tamanho e o tipo de risco que envolve em função da sua ação na própria companhia, foi um dos temas discutidos na reunião de hoje (quarta)", afirmou o coordenador-geral de contencioso do Ministério das Relações Exteriores, Roberto Azevedo.Segundo ele, foi identificada uma lista de parâmetros técnicos para uma proposta que possa acelerar um acordo entre Brasil e Canadá na disputa comercial que já dura alguns anos. Entre esses parâmetros técnicos, estão prazo e formas de pagamento; taxas de juros; cobertura da operação; condições de refinanciamento; garantia de crédito e de valores residuais. Ele não quis entrar em detalhes sobre cada aspecto.Pelo lado brasileiro, participaram da reunião o superintendente da área internacional do BNDES, Renato Sucupira, e o economista da instituição Jorge Cavalcanti de Lima. Pelo lado canadense, a delegação foi chefiada pelo negociador Larry Shaw e teve a presença do representante do órgão de incentivo à exportação canadense, Export Development Canada (EDC), Klauss Büttner, e da representante de assuntos econômicos e comerciais da embaixada do Canadá em Brasília, Goldie Schermann.O chefe da delegação do grupo técnico brasileiro, Roberto Azevedo, não quis dar prazo para uma proposta técnica viável estar pronta para se chegar a um acordo na disputa comercial. Mas disse que, idealmente, seria importante que os parâmetros técnicos que estão sendo discutidos entre as duas delegações fossem aplicados nas operações futuras de vendas de aeronaves, tanto pela Embraer como pela Bombardier, inclusive na concorrência da US Airways, que está em andamento.A concorrência é uma das maiores do mercado nos últimos anos. "Não chegamos a falar em termos específicos dessa concorrência, até porque, na prática, ela não existe ainda. Mas, se chegarmos ao acordo de parâmetros dentro do grupo de trabalho técnico Brasil e Canadá, seria bom que essas definições já valessem para a encomenda da US Airways", afirmou Azevedo.O próximo encontro entre os diplomatas brasileiros e canadenses não está oficialmente fechado, mas há intenção de que ocorra na segunda quinzena de junho, em Ottawa.

Agencia Estado,

15 de maio de 2002 | 19h47

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