Tecnologia altera contas do orçamento doméstico

A composição do orçamento doméstico mudou nos últimos dez anos por conta das inovações tecnológicas como telefones celulares e computadores. No início da década de 90, a alimentação era o que mais pesava no bolso das famílias, seguida por habitação e transportes. Hoje a ordem mudou. O item mais "caro" é a habitação - que inclui as inovações tecnológicas, seguida por alimentação e transportes. Heron do Carmo, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), explica que antes não havia celulares e tantos computadores, bem como uma larga oferta de linhas telefônicas. Portanto, as contas eram menores. "Hoje toda a periferia já tem telefone, o que ocasionou aumento nas contas." Segundo Heron, o item transportes está ultrapassando a alimentação: "enquanto outros itens variaram 80%, a alimentação subiu 50%. Além disso, está aumentando o transporte individual, que é mais caro. Pelo menos 50% das famílias paulistas já têm carro". Essa alteração do quadro está fazendo com que os institutos de pesquisa realizem novas versões de seus estudos sobre consumo e inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), por exemplo, iniciará uma nova Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) em agosto. Segundo Edilson Nascimento Silva, gerente da POF do IBGE, a habitação, que inclui as taxas públicas e tarifas, abocanha até 8% do orçamento da classe média. "Nas famílias com renda mais baixa, chega a ser 10,5%."

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