‘Tecnologia medíocre’ aumenta a desigualdade e elimina empregos

Para o economista Daron Acemoglu, do MIT, investimento em máquinas e softwares não trouxe ganhos para toda a sociedade

Steve Lohr - The New York Times

Daron Acemoglu, respeitado economista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), vem defendendo um conceito que ele descreve como “automação excessiva”. A ideia é a de que o investimento em máquinas e softwares não trouxe ganhos para toda a sociedade. Pelo contrário, aprofundou desigualdades.

Metade ou mais da crescente diferença salarial entre os trabalhadores americanos nos últimos 40 anos pode ser atribuída à automação de tarefas realizadas anteriormente por trabalhadores humanos, sobretudo homens sem diploma universitário, de acordo com algumas das pesquisas recentes de Acemoglu.

A globalização e o enfraquecimento dos sindicatos têm desempenhado papéis significativos. “Mas o fator mais importante é a automação”, disse Acemoglu. E a desigualdade impulsionada pela automação “não é um ato de Deus ou da natureza”, acrescentou. “É o resultado das escolhas que as empresas e nós, como sociedade, temos feito em relação ao uso da tecnologia.”

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Acemoglu, estudioso com ampla experiência cuja pesquisa o tornou um dos economistas mais citados em publicações acadêmicas, provavelmente não é o único economista de destaque a argumentar que máquinas computadorizadas e softwares, com a ajuda dos formuladores de políticas, contribuíram de forma considerável para as enormes diferenças de renda nos Estados Unidos. Essas vozes se juntam ao coro de críticas em torno das gigantes do Vale do Silício e do avanço desenfreado da tecnologia.

Robô Pepper, do conglomerado japonês SoftBank. Foto: Yuya Shino/Reuters - 06/06/2014

Paul Romer, ganhador do Nobel de Economia por seu trabalho em inovação tecnológica e crescimento econômico, expressou preocupação com o poder de mercado desenfreado e a influência das grandes empresas de tecnologia. “Os economistas ensinaram: ‘É o mercado. Não há nada que possamos fazer’”, disse ele em uma entrevista no ano passado. “Isso é simplesmente muito errado.”

Anton Korinek, economista da Universidade da Virgínia, e Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de Economia e economista da Universidade Columbia, escreveram um artigo, “Steering Technological Progress” (Direcionando o Progresso Tecnológico, em tradução livre), que recomenda medidas como incentivos para empreendedores até mudanças fiscais para conquistar “inovações favoráveis ao trabalho”.

Erik Brynjolfsson, economista de Stanford, de modo geral, é um otimista em relação à tecnologia. Mas em um artigo que será publicado por volta de março na revista acadêmica Daedalus, da Academia Americana de Artes e Ciências, ele alerta para a “armadilha de Turing”. A expressão é uma referência ao teste de Turing, batizado em homenagem ao inglês Alan Turing, que foi pioneiro na inteligência artificial, que prevê que um programa de computador participe de um diálogo de modo tão natural que seja indistinguível de um ser humano.

Durante décadas, disse Brynjolfsson, o teste de Turing – correspondendo ao desempenho humano – tem sido a metáfora orientadora para os especialistas em tecnologia, empresários e formuladores de políticas em suas opiniões a respeito da inteligência artificial. Isso leva a sistemas de inteligência artificial projetados para substituir trabalhadores ao invés de melhorar o desempenho deles. “Acho que isso é um erro”, afirmou.

As preocupações levantadas por esses economistas estão atraindo mais atenção em Washington em um momento em que as gigantes de tecnologia estão sendo atacadas em muitas frentes. As autoridades criticam regularmente as empresas por não fazerem o suficiente para proteger a privacidade dos usuários e dizem que elas amplificam a desinformação. Processos estaduais e federais acusam o Google e o Facebook de violar as legislações antitruste e os democratas estão tentando controlar o poder de mercado das maiores empresas do setor por meio de novas leis.

Em novembro de 2021, Acemoglu testemunhou perante o Comitê da Câmara para Investigar Disparidade Econômica e Justiça no Crescimento em uma audiência sobre inovação tecnológica, automação e futuro do trabalho. O comitê, que começou a atuar em junho, realizará audiências e reunirá informações durante um ano e apresentará suas conclusões e recomendações.

Apesar do impasse partidário no Congresso, o deputado democrata Jim Himes, presidente do comitê, está confiante de que a comissão possa encontrar um consenso em relação a algumas medidas para ajudar os trabalhadores, como o aumento do apoio a programas consolidados de treinamento profissional.

“Não há nada de partidário na disparidade econômica”, disse Himes, referindo-se aos prejuízos às milhões de famílias americanas, independentemente de suas opiniões políticas.

Era de ouro

Os economistas apontam os anos do pós-guerra, de 1950 a 1980, como uma era de ouro, quando a tecnologia avançou e os trabalhadores usufruíram de salários maiores.

Mas, depois disso, muitos trabalhadores começaram a ficar para trás. Houve um avanço contínuo das tecnologias de automação cruciais – robôs e máquinas computadorizadas nas fábricas e softwares especializados nos escritórios. Para se manterem atualizados, os trabalhadores precisavam de novas habilidades.

No entanto, a mudança tecnológica evoluiu enquanto o crescimento da educação superior desacelerou e as empresas começaram a gastar menos com o treinamento de seus trabalhadores. “Quando tecnologia, educação e treinamento caminham juntos, você alcança prosperidade compartilhada”, disse Lawrence Katz, economista trabalhista de Harvard. “Do contrário, isso não acontece.”

O aumento do comércio internacional tendeu a incentivar as empresas a adotarem estratégias de automação. Por exemplo, empresas preocupadas com a concorrência de baixo custo do Japão – e, depois, da China – investiram em máquinas para substituir os trabalhadores.

Atualmente, a próxima onda tecnológica é a inteligência artificial. E tanto Acemoglu como outros dizem que ela pode ser usada principalmente para auxiliar os trabalhadores, tornando-os mais produtivos, ou para tomar o lugar deles.

Acemoglu, como outros economistas, mudou sua visão da tecnologia ao longo do tempo. Na teoria econômica, a tecnologia é quase um ingrediente mágico que faz o tamanho do bolo da renda nacional crescer e torna as nações mais ricas. Ele se lembra de ter trabalhado em um livro didático há mais de uma década que incluía a teoria padrão. Pouco depois, enquanto realizava mais pesquisas, começou a reconsiderar sua opinião.

“É uma maneira de pensar muito restritiva”, disse ele. “Eu deveria ter ficado aberto a outras perspectivas.”

Acemoglu não é um inimigo da tecnologia. Suas inovações, observa ele, são necessárias para lidar com os maiores desafios da sociedade, como as mudanças climáticas, e proporcionar crescimento econômico e aumento dos padrões de vida. Sua esposa, Asuman Ozdaglar, é chefe do departamento de engenharia elétrica e ciência da computação do MIT.

Mas, conforme Acemoglu se aprofundava nos dados econômicos e demográficos, os efeitos de deslocamento da tecnologia se tornaram cada vez mais evidentes. “Eles eram maiores do que eu imaginava”, disse ele. “Isso me deixou menos otimista em relação ao futuro.”

A estimativa de Acemoglu de que metade ou mais da diferença salarial cada vez maior nas últimas décadas é decorrente da tecnologia foi publicada no ano passado, em parceria com seu frequente colaborador, Pascual Restrepo, economista da Universidade Boston. A conclusão foi baseada na análise de dados demográficos e de negócios que detalham a redução da parcela do PIB que vai para os trabalhadores como salários e o aumento de gastos com máquinas e softwares.

Acemoglu e Restrepo publicaram artigos a respeito do impacto dos robôs e da adoção de “tecnologias medíocres”, assim como a análise recente entre tecnologia e desigualdade.

As chamadas “tecnologias medíocres” (so-so technologies, em inglês) substituem os trabalhadores, mas não geram grandes ganhos de produtividade. Como exemplos, Acemoglu cita os caixas de autoatendimento em supermercados e o serviço ao cliente automatizado por telefone.

Atualmente, ele vê muitos investimentos nas tais tecnologias medíocres, o que ajuda a explicar o fraco crescimento da produtividade na economia. Por outro lado, as tecnologias verdadeiramente importantes criam novos empregos em outros lugares, aumentam a taxa de empregos e os salários.

O crescimento da indústria automobilística, por exemplo, gerou empregos em concessionárias de automóveis, publicidades, contabilidade e serviços financeiros.

As leis de oferta e demanda produziram tecnologias que ajudam as pessoas a fazerem seu trabalho em vez de substituí-las. Na computação, os exemplos incluem bancos de dados, planilhas, mecanismos de pesquisa e assistentes digitais.

Mas Acemoglu insiste que uma estratégia sem interferências e de livre-mercado é uma receita para aumentar a desigualdade, com todos os seus consequentes problemas sociais. Uma importante providência de política, ele recomenda, é o tratamento tributário justo para o trabalho humano. A alíquota de imposto sobre o trabalho, incluindo a folha de pagamento e o imposto de renda federal, é de 25%. Depois de uma série de incentivos fiscais, a alíquota atual sobre os custos de equipamentos e softwares está perto de zero nos Estados Unidos.

Programas de educação e treinamento bem formulados para os empregos do futuro, disse Acemoglu, são essenciais. Mas ele também acredita que o desenvolvimento da tecnologia deve ser orientado em uma direção mais “amigável ao ser humano”.  Ele se inspira no desenvolvimento de fontes de energia renovável nas últimas duas décadas, que tem sido ajudado por pesquisas governamentais, subsídios à produção e pela pressão social sobre as empresas para a redução das emissões de carbono.

“Precisamos redirecionar a tecnologia para que ela funcione para as pessoas e não contra elas”, disse Acemoglu. /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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‘Tecnologia medíocre’ aumenta a desigualdade e elimina empregos

Para o economista Daron Acemoglu, do MIT, investimento em máquinas e softwares não trouxe ganhos para toda a sociedade

Steve Lohr - The New York Times

Daron Acemoglu, respeitado economista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), vem defendendo um conceito que ele descreve como “automação excessiva”. A ideia é a de que o investimento em máquinas e softwares não trouxe ganhos para toda a sociedade. Pelo contrário, aprofundou desigualdades.

Metade ou mais da crescente diferença salarial entre os trabalhadores americanos nos últimos 40 anos pode ser atribuída à automação de tarefas realizadas anteriormente por trabalhadores humanos, sobretudo homens sem diploma universitário, de acordo com algumas das pesquisas recentes de Acemoglu.

A globalização e o enfraquecimento dos sindicatos têm desempenhado papéis significativos. “Mas o fator mais importante é a automação”, disse Acemoglu. E a desigualdade impulsionada pela automação “não é um ato de Deus ou da natureza”, acrescentou. “É o resultado das escolhas que as empresas e nós, como sociedade, temos feito em relação ao uso da tecnologia.”

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Acemoglu, estudioso com ampla experiência cuja pesquisa o tornou um dos economistas mais citados em publicações acadêmicas, provavelmente não é o único economista de destaque a argumentar que máquinas computadorizadas e softwares, com a ajuda dos formuladores de políticas, contribuíram de forma considerável para as enormes diferenças de renda nos Estados Unidos. Essas vozes se juntam ao coro de críticas em torno das gigantes do Vale do Silício e do avanço desenfreado da tecnologia.

Robô Pepper, do conglomerado japonês SoftBank. Foto: Yuya Shino/Reuters - 06/06/2014

Paul Romer, ganhador do Nobel de Economia por seu trabalho em inovação tecnológica e crescimento econômico, expressou preocupação com o poder de mercado desenfreado e a influência das grandes empresas de tecnologia. “Os economistas ensinaram: ‘É o mercado. Não há nada que possamos fazer’”, disse ele em uma entrevista no ano passado. “Isso é simplesmente muito errado.”

Anton Korinek, economista da Universidade da Virgínia, e Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de Economia e economista da Universidade Columbia, escreveram um artigo, “Steering Technological Progress” (Direcionando o Progresso Tecnológico, em tradução livre), que recomenda medidas como incentivos para empreendedores até mudanças fiscais para conquistar “inovações favoráveis ao trabalho”.

Erik Brynjolfsson, economista de Stanford, de modo geral, é um otimista em relação à tecnologia. Mas em um artigo que será publicado por volta de março na revista acadêmica Daedalus, da Academia Americana de Artes e Ciências, ele alerta para a “armadilha de Turing”. A expressão é uma referência ao teste de Turing, batizado em homenagem ao inglês Alan Turing, que foi pioneiro na inteligência artificial, que prevê que um programa de computador participe de um diálogo de modo tão natural que seja indistinguível de um ser humano.

Durante décadas, disse Brynjolfsson, o teste de Turing – correspondendo ao desempenho humano – tem sido a metáfora orientadora para os especialistas em tecnologia, empresários e formuladores de políticas em suas opiniões a respeito da inteligência artificial. Isso leva a sistemas de inteligência artificial projetados para substituir trabalhadores ao invés de melhorar o desempenho deles. “Acho que isso é um erro”, afirmou.

As preocupações levantadas por esses economistas estão atraindo mais atenção em Washington em um momento em que as gigantes de tecnologia estão sendo atacadas em muitas frentes. As autoridades criticam regularmente as empresas por não fazerem o suficiente para proteger a privacidade dos usuários e dizem que elas amplificam a desinformação. Processos estaduais e federais acusam o Google e o Facebook de violar as legislações antitruste e os democratas estão tentando controlar o poder de mercado das maiores empresas do setor por meio de novas leis.

Em novembro de 2021, Acemoglu testemunhou perante o Comitê da Câmara para Investigar Disparidade Econômica e Justiça no Crescimento em uma audiência sobre inovação tecnológica, automação e futuro do trabalho. O comitê, que começou a atuar em junho, realizará audiências e reunirá informações durante um ano e apresentará suas conclusões e recomendações.

Apesar do impasse partidário no Congresso, o deputado democrata Jim Himes, presidente do comitê, está confiante de que a comissão possa encontrar um consenso em relação a algumas medidas para ajudar os trabalhadores, como o aumento do apoio a programas consolidados de treinamento profissional.

“Não há nada de partidário na disparidade econômica”, disse Himes, referindo-se aos prejuízos às milhões de famílias americanas, independentemente de suas opiniões políticas.

Era de ouro

Os economistas apontam os anos do pós-guerra, de 1950 a 1980, como uma era de ouro, quando a tecnologia avançou e os trabalhadores usufruíram de salários maiores.

Mas, depois disso, muitos trabalhadores começaram a ficar para trás. Houve um avanço contínuo das tecnologias de automação cruciais – robôs e máquinas computadorizadas nas fábricas e softwares especializados nos escritórios. Para se manterem atualizados, os trabalhadores precisavam de novas habilidades.

No entanto, a mudança tecnológica evoluiu enquanto o crescimento da educação superior desacelerou e as empresas começaram a gastar menos com o treinamento de seus trabalhadores. “Quando tecnologia, educação e treinamento caminham juntos, você alcança prosperidade compartilhada”, disse Lawrence Katz, economista trabalhista de Harvard. “Do contrário, isso não acontece.”

O aumento do comércio internacional tendeu a incentivar as empresas a adotarem estratégias de automação. Por exemplo, empresas preocupadas com a concorrência de baixo custo do Japão – e, depois, da China – investiram em máquinas para substituir os trabalhadores.

Atualmente, a próxima onda tecnológica é a inteligência artificial. E tanto Acemoglu como outros dizem que ela pode ser usada principalmente para auxiliar os trabalhadores, tornando-os mais produtivos, ou para tomar o lugar deles.

Acemoglu, como outros economistas, mudou sua visão da tecnologia ao longo do tempo. Na teoria econômica, a tecnologia é quase um ingrediente mágico que faz o tamanho do bolo da renda nacional crescer e torna as nações mais ricas. Ele se lembra de ter trabalhado em um livro didático há mais de uma década que incluía a teoria padrão. Pouco depois, enquanto realizava mais pesquisas, começou a reconsiderar sua opinião.

“É uma maneira de pensar muito restritiva”, disse ele. “Eu deveria ter ficado aberto a outras perspectivas.”

Acemoglu não é um inimigo da tecnologia. Suas inovações, observa ele, são necessárias para lidar com os maiores desafios da sociedade, como as mudanças climáticas, e proporcionar crescimento econômico e aumento dos padrões de vida. Sua esposa, Asuman Ozdaglar, é chefe do departamento de engenharia elétrica e ciência da computação do MIT.

Mas, conforme Acemoglu se aprofundava nos dados econômicos e demográficos, os efeitos de deslocamento da tecnologia se tornaram cada vez mais evidentes. “Eles eram maiores do que eu imaginava”, disse ele. “Isso me deixou menos otimista em relação ao futuro.”

A estimativa de Acemoglu de que metade ou mais da diferença salarial cada vez maior nas últimas décadas é decorrente da tecnologia foi publicada no ano passado, em parceria com seu frequente colaborador, Pascual Restrepo, economista da Universidade Boston. A conclusão foi baseada na análise de dados demográficos e de negócios que detalham a redução da parcela do PIB que vai para os trabalhadores como salários e o aumento de gastos com máquinas e softwares.

Acemoglu e Restrepo publicaram artigos a respeito do impacto dos robôs e da adoção de “tecnologias medíocres”, assim como a análise recente entre tecnologia e desigualdade.

As chamadas “tecnologias medíocres” (so-so technologies, em inglês) substituem os trabalhadores, mas não geram grandes ganhos de produtividade. Como exemplos, Acemoglu cita os caixas de autoatendimento em supermercados e o serviço ao cliente automatizado por telefone.

Atualmente, ele vê muitos investimentos nas tais tecnologias medíocres, o que ajuda a explicar o fraco crescimento da produtividade na economia. Por outro lado, as tecnologias verdadeiramente importantes criam novos empregos em outros lugares, aumentam a taxa de empregos e os salários.

O crescimento da indústria automobilística, por exemplo, gerou empregos em concessionárias de automóveis, publicidades, contabilidade e serviços financeiros.

As leis de oferta e demanda produziram tecnologias que ajudam as pessoas a fazerem seu trabalho em vez de substituí-las. Na computação, os exemplos incluem bancos de dados, planilhas, mecanismos de pesquisa e assistentes digitais.

Mas Acemoglu insiste que uma estratégia sem interferências e de livre-mercado é uma receita para aumentar a desigualdade, com todos os seus consequentes problemas sociais. Uma importante providência de política, ele recomenda, é o tratamento tributário justo para o trabalho humano. A alíquota de imposto sobre o trabalho, incluindo a folha de pagamento e o imposto de renda federal, é de 25%. Depois de uma série de incentivos fiscais, a alíquota atual sobre os custos de equipamentos e softwares está perto de zero nos Estados Unidos.

Programas de educação e treinamento bem formulados para os empregos do futuro, disse Acemoglu, são essenciais. Mas ele também acredita que o desenvolvimento da tecnologia deve ser orientado em uma direção mais “amigável ao ser humano”.  Ele se inspira no desenvolvimento de fontes de energia renovável nas últimas duas décadas, que tem sido ajudado por pesquisas governamentais, subsídios à produção e pela pressão social sobre as empresas para a redução das emissões de carbono.

“Precisamos redirecionar a tecnologia para que ela funcione para as pessoas e não contra elas”, disse Acemoglu. /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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