Tecnologia pelo profissional

A taxa de desemprego no Brasil vem apresentando quedas significativas nos últimos meses. Muitos setores considerados estagnados se recuperaram com o aumento do poder de compra da população e o desenvolvimento do mercado interno nacional e passaram a oferecer mais oportunidades. Outras áreas estão com vagas sobrando, como é o caso da indústria de tecnologia da informação.

GERENTE DE RECRUTAMENTO DA , IBM BRASIL, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2012 | 02h09

A escassez de mão de obra especializada no Brasil não é um fato recente. Já há alguns anos, o setor de TI sofre com a desconexão entre a disponibilidade de trabalhadores qualificados e os milhares de empregos esperando para serem preenchidos. Segundo estudo do Observatório Softex, produzido com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o déficit de profissionais estimado para o ano de 2013 será de 140 mil.

As empresas de TI vêm apostando em ações para driblar esse cenário e conseguir preencher as oportunidades em aberto. A IBM, por exemplo, investe em iniciativas internas e externas. Dentro de casa, o programa Academic Initiative, idealizado para dar suporte a pesquisadores, corpo docente e alunos da área de TI, já beneficiou mais de 52 mil estudantes. Outro projeto é o portal TI Smart (www.ti-smart.com.br), que oferece gratuitamente, entre outros conteúdos, curso de inglês à distância voltado a negócios.

Iniciativas como estas são importantes para fomentar o desenvolvimento de mão de obra especializada não apenas em benefício próprio, mas para todo o mercado de TI. Para dar suporte a um crescimento econômico efetivo, com resultados duradouros, o processo educacional do País precisa unir investimento e inovação. Com um sistema escolar reequipado e renovado, empresas, educadores e comunidades poderão colaborar da melhor forma para maximizar o desempenho educacional, capacitar e oferecer mais oportunidades aos jovens e fortalecer a economia.

A tecnologia pode ser uma grande aliada para a evolução do processo de ensino e aprendizado, ajudando a adaptar o setor de educação às novas necessidades do aluno, do professor e das instituições. Estas precisam estar preparadas para absorver todo o potencial que as novas tecnologias têm a oferecer aos alunos: ambiente propício para seu desenvolvimento e aprendizado, capaz também de diferenciá-lo no mercado e contribuindo, ainda, para a fidelização do aluno.

As gerações mais novas já nascem conectadas, com a tecnologia em seu DNA. É um público que usa diversas formas de interação, comunicação e entretenimento ao mesmo tempo. O aprendizado extrapola o ambiente da escola e o conhecimento do professor. Os jovens usam as redes sociais para se manter informados, trocar experiências, se comunicar, participar ativamente de comunidades. E as empresas, escolas e governos podem tirar proveito disso. As primeiras ganham eficiência, as instituições de ensino ganham jovens interessados e informados e os governos ganham cidadãos engajados e mais conscientes.

Algumas escolas já estão começando a adaptar seu ambiente de ensino de acordo com esse atual cenário de transformação tecnológica, cultural e de informação. O ensino à distância já é realidade em muitos lugares. Redes sociais já começam a ser vistas como um ambiente de aproximação de professores e alunos, aumentando a interação e o dialógico; blogs e fóruns podem ser usados para potencializar as atividades em grupo, aumentar o engajamento e a troca de informações entre os alunos. E os dispositivos móveis, cada vez mais acessíveis e inteligentes, também podem ser ferramentas de aprendizado unindo comunicação e colaboração.

O potencial da tecnologia na educação é imenso para melhorar a experiência do aluno, do professor e para instrumentar a sala de aula e colocar instituições de ensino na vanguarda da educação inteligente. Agora, é a hora de investir nossos esforços e recursos em novos modelos educacionais que irão aumentar as habilidades de nossos jovens e reforçar a competitividade do Brasil.

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