Tecnologia pioneira no mundo rastreia uso de pesticidas

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Tecnologia pioneira no mundo rastreia uso de pesticidas

Software brasileiro é apresentado para Ministério da Agricultura da Holanda

Perfect Flight, Media Lab Estadão
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16 de março de 2020 | 12h59

A preocupação ambiental, principalmente entre os países europeus que importam produtos agrícolas do Brasil, como a Holanda, não pode mais ser dissociada das relações internacionais que envolvem o agronegócio. Nesse contexto, ganham mais peso ferramentas tecnológicas voltadas para a sustentabilidade, como o aplicativo inovador, em termos mundiais, desenvolvido pela startup brasileira Perfect Flight.

O produto faz uma gestão, de forma precisa, das aplicações aéreas de defensivos agrícolas em lavouras. Na sexta-feira (13), na fazenda Pamplona da SLC Agrícola, em Goiás, que produz soja, algodão e milho, uma delegação do Ministério da Agricultura da Holanda participou de uma apresentação sobre o software brasileiro.

O aplicativo, que pode ser consultado em qualquer dispositivo eletrônico, monitora tanto a rota dos aviões usados na pulverização de lavouras como a quantidade de produto que é consumido pelas propriedades rurais. “Desta forma, conseguimos proteger, por exemplo, as áreas habitadas e de preservação permanente e também dosar a quantidade certa que deve ser aplicada em cada área”, afirma Leonardo Luvezuti, gestor de Operações da Perfect Flight.

Segundo Luvezuti, o que está sendo feito hoje pela startup fundada em 2015, pelos primos Josué e Kriss Corso, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, é algo inédito na agricultura mundial. “Isso não ocorre nem em países como os Estados Unidos ou a Austrália, que utilizam muito a aviação aérea para a pulverização”, afirma. Nos últimos anos, investidores também adquiriram um total de 40% da agtech; são eles Pedro Bonamichi, Norival Bonamichi e Gilberto Theodoro.

Preocupação com redução de impactos

Para Marjolijn Sonnema, vice-ministra da Agricultura da Holanda, a tecnologia apresentada é interessante porque permite que grandes propriedades, como a fazenda Pamplona, consigam ter dados de qualidade sobre as pulverizações aéreas que são feitas. “Pelo que vi, é um programa que oferece uma boa solução para se usar o menos possível de pesticida no campo”, afirmou Sonnema.

Segundo a vice-ministra holandesa, a visita feita ao Brasil por ela e outros cinco conselheiros agrícolas holandeses sediados nas Américas está sendo importante para conhecer melhor as condições da produção do agronegócio brasileiro. 

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Há muitas coisas sendo faladas sobre como o Brasil produz; então, resolvemos vir aqui para ver o que está sendo feito, e estou bem impressionada
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MARJOLIJN SONNEMA, vice-ministra da Agricultura da Holanda

 A Holanda é uma grande importadora de soja brasileira. Na fazenda, que pertence ao Grupo SLC, a comitiva do país também pôde conhecer uma fábrica de produção de biodefensivos. Os produtos, segundo Marcelo Peglow, gerente da fazenda, também se encaixam na filosofia de sustentabilidade da companhia.

O grupo, de origem gaúcha, que é um dos representantes internacionais do agronegócio brasileiro, com propriedades em várias regiões do Brasil, assinou um contrato com a Perfect Flight para o monitoramento de suas aplicações aéreas. Ao todo, serão rastreados 2,5 milhões de hectares, de um total de 5 milhões de hectares que a startup brasileira já monitora no Brasil, incluindo muitas lavouras de cana-de-açúcar no estado de São Paulo.

 

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