Tecnologia revoluciona viagens rodoviárias e coloca modelo tradicional em xeque
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Tecnologia revoluciona viagens rodoviárias e coloca modelo tradicional em xeque

Em evento patrocinado pela Buser, porta-voz da Secretaria da Concorrência e Competitividade do Ministério da Economia diz estar trabalhando em parecer sobre a regra do circuito fechado, hoje um entrave para o crescimento das plataformas de intermediação de viagens

Buser, Estadão Blue Studio
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26 de outubro de 2021 | 08h00

Com a chegada de novas plataformas de mobilidade, o transporte rodoviário de passageiros no Brasil está passando por uma verdadeira revolução. Um setor que antes era controlado por grandes empresas de ônibus começa a se mostrar aberto à inovação, mostrando não só que há espaço para as novas tecnologias, mas que é do gosto da população contar com mais flexibilidade e liberdade na hora de viajar.

O assunto foi tema do Diálogos Estadão Think, patrocinado pela Buser. Com abertura do governador de São Paulo, João Doria, o evento reuniu autoridades e especialistas para discutir o futuro da mobilidade. “Basta lembrar que há apenas cinco anos não tínhamos os aplicativos de transporte, apenas táxis. Hoje são mais de dez aplicativos desse tipo”, disse o governador, mostrando que a evolução tecnológica tem sido rápida no setor de mobilidade. “Sempre defendo a modernidade como caminho para reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços.” Doria lembrou que as discussões sobre os aplicativos se estenderam por quase três anos até chegar à situação atual, em que os dois modelos estão convivendo com mais tranquilidade. “Essa experiência deve ser aproveitada para mitigar novos confrontos.”

O setor, aliás, espera ter novidades no quesito regulação, com a revisão do chamado “circuito fechado” – uma regra do mercado de transporte rodoviário de passageiros, válida em alguns estados e nas viagens interestaduais, que obriga as empresas de ônibus e fretamento a transportarem o mesmo grupo de passageiros na ida e na volta. Essa é a expectativa criada depois da fala de Andrey Vilas Boas de Freitas, subsecretário de Advocacia da Concorrência na Secretaria da Concorrência e Competitividade do Ministério da Economia, no evento. Durante o painel “Inovação e Regulação”, com mediação da jornalista Amanda Pupo, repórter do Broadcast Político, o subsecretário afirmou que o órgão está analisando a questão do circuito fechado e já começou a trabalhar em um parecer que será encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Se o modelo tradicional estivesse dando as respostas que a população espera, a Buser não estaria ganhando todo esse espaço”, observou o subsecretário.

A Buser nasceu há quatro anos com a proposta de unir, com a ajuda da tecnologia, o encontro entre quem deseja viajar e empresas de fretamento registradas e fiscalizadas para oferecer o serviço, com custo até 60% menor para os passageiros em comparação às opções tradicionais. Nesse modelo dinâmico de fretamento colaborativo, tornou-se dispensável que a lista de passageiros seja a mesma nas viagens de ida e de volta, conforme exige a regulamentação – construída com base no modelo antigo – em alguns estados e nos trajetos interestaduais. Sem a necessidade de que o ônibus permaneça parado à espera do retorno do grupo, a lucratividade das empresas de fretamento aumenta – e é isso que viabiliza custos mais atraentes aos passageiros.

Apesar das vantagens evidentes do modelo da Buser, estados como Rio Grande do Sul e Goiás ainda exigem o princípio do “circuito fechado”. Esse, porém, tem sido o maior obstáculo para a modernização dos serviços de transporte rodoviário no Brasil.

A plataforma hoje se aproxima dos 4,5 milhões de usuários cadastrados. É esse apoio da população que dá à empresa respaldo para enfrentar as resistências impostas pelo modelo tradicional, observou a diretora de Políticas Públicas da Buser, Juliana Natrielli. “Como a inovação sempre vem antes da regulação, é natural que nesse ambiente a chegada da Buser traga alguns questionamentos.”

Turismo

Na segunda parte do evento, durante o painel “O Futuro do Turismo”, o jornalista Pedro Doria falou sobre turismo e tecnologia ao lado do blogueiro Ricardo Freire, além do secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Vinicius Lummertz, e do fundador da Diaspora.Black, Carlos Humberto Silva, que oferece roteiros e programas que valorizam lugares e aspectos pouco conhecidos da cultura brasileira.

“A democratização das viagens no Brasil coincidiu com a democratização da internet. Brasileiro saiu viajando comprando passagens na promoção”, destaca Freire. Carlos Humberto concorda: “A tecnologia tem o papel de trazer soluções de problemas que estão na sociedade. A Diaspora.Black radicaliza a democratização do acesso”, diz.

O secretário de Turismo lembrou que o atraso do Brasil é histórico. “O Brasil é um país de desenvolvimento tardio”, diz. “Há aquela lógica de que a inovação é ilegal porque não está prevista em lei. Entre os equívocos cometidos está a comunicação de viagem com 48 horas de antecedência, com os nomes de todos os passageiros. Isso é a antítese do que estamos falando”, conclui.

 

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