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Tecnologia vira arma de hotéis para atrair hóspede 'conectado'

Hotéis emprestam tablets para ajudar clientes a encontrar bons restaurantes e pontos turísticos

JULIE WEED , THE NEW YORK TIMES , O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2013 | 02h08

No hotel InterContinental Miami, os hóspedes no saguão podem pedir o menu de bebidas e chamar um atendente usando uma tela sensível ao toque nas mesas de café. O Park Hyatt Tokyo e o Park Hyatt Seoul oferecem aos hóspedes acesso gratuito a mais de 2,3 mil jornais internacionais em seus smartphones ou tablets por meio da rede Wi-Fi do hotel e um aplicativo chamado PressReader.

Hotéis de todo o mundo estão usando a tecnologia de novas maneiras para acelerar ou personalizar o atendimento. David-Michel Davies, presidente do Webby Media Group, disse que visitou empresas de internet de todo o mundo a cada ano para o Webby Awards, que premia a excelência em internet. Ele descobriu que vários hotéis estavam usando a tecnologia como um substituto da hospitalidade humana.

Em vez de recepcionistas no balcão de entrada para recomendar restaurantes, os hóspedes podem receber emprestado um iPad carregado com mapas e sugestões de restaurantes e dicas de turismo. Um controle remoto pode comandar a televisão, as venezianas e a temperatura, substituindo o camareiro.

Barbara Kahn, que estuda a tomada de decisões de consumo como diretora do Jay H. Baker Retailing Center, na Universidade da Pensilvânia, disse que a maioria dos hóspedes, em especial os jovens, sente-se à vontade com a transição para o digital. Alguns hotéis, em especial os de luxo, estão mais inclinados a manter tanto a interação com os funcionários quanto as ofertas de tecnologia.

Alguns hotéis também usam a tecnologia para economizar. Funcionários costumavam ter de contar à mão lençóis, toalhas, roupões e toalhas de mesa para evitar furtos. Alguns hotéis agora costuram chips de identificação que transmitem ondas de rádio (RFID) de modo que, quando o carrinho da lavanderia passa por um sensor, o número de itens no seu interior é mostrado.

Economia. Algumas ofertas de tecnologia se estendem para além das paredes do hotel. O Park Hyatt Tokyo aluga aos hóspedes modem Wi-Fi portátil que pode ser usado em tablets e smartphones para ligações internacionais ou para acesso à internet. O custo do conector é de US$ 25, e ele pode ser usado por até dez aparelhos de pessoas que estejam viajando juntas.

Ana Silva O'Reilly, uma blogueira de viagens que vive em Londres, descobriu que os hotéis vão além do Facebook quando o assunto é mídia social. Recentemente, ela postou no Twitter que se alojaria no Four Seasons Hotel em Milão. O hotel respondeu dizendo que estava aguardando sua chegada.

O'Reilly disse que um check-in no Foursquare no bar do hotel de Milão lhe rendeu uma bebida grátis. Outro check-in, desta vez no spa, garantiu-lhe um desconto de 15%.

Personalização. Kahn, da Universidade da Pensilvânia, afirmou que a personalização continua sendo um grande tema da hospitalidade. A personalização pode significar até se antecipar aos pedidos do cliente. Há empresas que oferecem chapinhas de alisamento (algo que as mulheres costumam esquecer em casa), roupas para ginástica e até joias de luxo para uma noite de gala não programada. / TRADUÇÃO CELSO PACIORNIK

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